Inclusão: Mãe de alunos cadeirantes cobra direito ao transporte escolar adaptado para os filhos, em Juazeiro; Seduc se manifesta

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Com dois filhos cadeirantes por conta de uma microcefalia, desde o ano passado, Glauciane Macedo dos Santos vem lutando para que os jovens sejam transportados para a escola em condições adequadas.

Os jovens moram no Residencial Dr. Humberto Pereira, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, e estudam no Colégio Antonílio da Franca Cardoso, no bairro Dom José Rodrigues.

De acordo com Glauciane, atualmente os filhos são levados para a escola em uma van disponibilizada pela gestão municipal, mas o veículo não é adaptado.

“Tenho dois filhos com microcefalia e ambos cadeirantes. Desde 2023 que venho cobrando à Seduc um transporte escolar adaptado. Eles forneceram um veículo informando que seria provisório, até eles resolverem a situação. Porém, o transporte se tornou fixo. Meus filhos estão indo na van que leva outras crianças para outras escolas diferentes. O veículo não é adequado para eles”, reclamou.

Glauciane critica ainda o horário que o transporte deixa e pega os alunos no colégio.

“Além disso, também tem a questão do horário. Eles saem de casa às 12h30, sendo os primeiros alunos a chegar na escola, e precisam esperar a escola abrir às 13h20. No horário de saída, eles ficam aguardando a van até às 18h30, sendo que a escola libera os alunos às 17h30. Meus filhos dependem de cuidados especiais, mesmo tendo a idade que têm. Eles ficam na escola apenas com os monitores, o vigilante e com alguns funcionários da escola que esperam o turno da noite. A Seduc fala que vai resolver a situação, mas isso já tem mais de um ano. Meus filhos não aguentam mais essa situação, e eu também não”, acrescentou a mãe.

Encaminhamos as reclamações para a Seduc. Em resposta, a Secretaria informou que “os estudantes são alunos da Rede Estadual de Ensino e, por residirem na sede do município, não estariam inseridos na política de transporte escolar, visto que a Secretaria Estadual de Educação só concede o serviço para os estudantes que residem no interior e estudam na sede. Porém, a Prefeitura de Juazeiro, mesmo não sendo a instituição responsável, garantiu o translado dos estudantes. Contudo, o grande fluxo de veículos no período de aula dos estudantes não permite a mudança no seu horário de saída e chegada. A Seduc se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos”.

Redação PNB

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