Após reinvindicação de permissionários e consumidores, AMA diz que vai aumentar segurança no Mercado do Produtor de Juazeiro

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Em nota enviada ao Portal Preto no Branco, a Autarquia Municipal de Abastecimento (AMA) respondeu à reinvindicação feita por permissionários e consumidores do Mercado do Produtor de Juazeiro, na região Norte da Bahia, que cobram mais segurança no entreposto. No sábado (04), o carrinheiro Claudiano foi morto a facadas dentro do Ceasa.

A AMA informou que “está sempre buscando realizar melhorias nos quesitos de segurança e ordenamento do Mercado do Produtor de Juazeiro. Já está em fase de finalização com o setor jurídico e deve ser publicado ainda essa semana, um decreto que proíbe a utilização de materiais perfuro-cortantes, a exemplo de facas e facões nas dependências da Ceasa. Além disso, a Guarda Municipal irá reforçar as abordagens em horários diversos. Está também em fase de finalização, um sistema para cadastramento de entrada e saída do Mercado do Produtor, o que irá facilitar o monitoramento”.

Reclamação 

“Apesar de ser o segundo do país em comercialização, o Mercado do Produtor de Juazeiro deve ser um dos últimos no ranking da segurança”. Está é a avaliação feita por um comerciário após mais um homicídio registrado no interior do entreposto comercial.

Com o assassinato do carrinheiro Claudiano, que foi morto a facadas no sábado (04), dentro do Mercado do Produtor do município de Juazeiro, na região Norte da Bahia, aumentou a sensação de insegurança entre os comerciantes e clientes do entreposto.

Veja alguns comentários:

“Não é o primeiro homicídio com arma branca dentro do Ceasa de Juazeiro. A gestão municipal precisa tomar providências, colocar os guardas para trabalharem e proibir a entrada de qualquer indivíduo com arma branca no mercado.”

“Um local daqueles, que gera milhões em negócios por mês, mas a segurança não vale de nada”.

“Outros homicídios e várias tentativas de homicídios já foram registrados dentro do Mercado do Produtor de Juazeiro e ninguém faz nada. Nós trabalhamos com medo, pagamos caro para manter nosso comércio aqui dentro e não temos o mínimo, que é segurança. Aqui entra quem quer, sem nenhuma revista, sem nenhum controle, deixando todos que estão aqui dentro em risco”

“Trabalho no Mercado do Produto e lá está demais a violência. Algumas das pessoas que trabalham empurrando os carrinhos só andam armadas com facas e até facões. Até os guardas ficam com medo de reclamar. A direção do Mercado não faz nada para mudar essa situação, que a cada dia fica pior”.

Relembre

Em dezembro de 2022, um funcionário da AMA foi assassinado com um golpe de faca dentro do Mercado do Produtor de Juazeiro. Jorge Lima da Cruz Ribeiro, de 57 anos, trabalhava na manutenção do Ceasa, quando foi atingido no peito.

O profissional não resistiu ao ferimento e morreu no local. O acusado trabalhava como carrinheiro e na época do crime estava dormindo nas instalações do Mercado do Produtor. Ele conseguiu fugir após matar o servidor.

Em janeiro de 2023, o suspeito foi levado, pelo pai para a Polícia Militar, que por sua vez, o levou até a Delegacia de Homicídio para ser interrogado. Na ocasião, o homem foi liberado logo após ser ouvido, pois ainda não havia mandado de prisão em aberto.

Na época, em entrevista ao PNB, a irmã da vítima demostrou sua indignação sobre as circunstâncias do crime. Gilvanda Lima da cruz acusou a administração da agência municipal de submeter o servidor a prática de desvio de função no trabalho, já que ele estava atuando como segurança no entreposto, quando fora contratado para o cargo de Auxiliar de Serviços Gerais, segundo a familiar.

“Meu irmão Jorge Lima da Cruz foi morto a facadas dentro do Mercado Produtor, enquanto exercia uma função que não era a dele. Ele foi contratado para atuar como Auxiliar de Serviços Gerais, mas deram para ele a tarefa de tirar das dependências do Ceasa as pessoas que estavam dormindo lá dentro, sem autorização, e de fechar o portão. E ele morreu por conta disso, pois todo dia ele tinha que retirar o assassino do mercado e eles discutiam por conta disso, como aconteceu no dia do crime. Ele morreu trabalhando. Somente depois da morte do meu irmão, anunciaram a abertura de um posto policial dentro do mercado. Por que não fizeram isso antes?”, questionou a irmã na ocasião.

 

Redação PNB 

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