“Estão deixando ele morrer”: família denuncia negligência e cobra regulação urgente para paciente internado no Hospital Regional de Juazeiro

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Familiares de Josemilton França Cardoso Júnior, de 31 anos, morador de Sobradinho, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para cobrar agilidade na regulação do paciente que aguarda por uma cirurgia cardíaca. Conforme os relatos, ele necessita ser transferido em uma UTI aérea e segue sem previsão de transferência, mesmo com o agravamento do seu estado de saúde.

“Viemos pedir ajuda da imprensa porque já fizemos de tudo. Mandamos vários e-mails para o Ministério Público da Bahia, procuramos os órgãos competentes, e nada. Estamos vendo meu primo morrer na fila de regulação e ninguém faz nada. O hospital é super negligente, o Estado também. É como se a vida dele não importasse. A regulação dele já foi aberta. É o número 4535777. Mas até agora nada do plano de voo, e essa é sempre a desculpa do hospital: que estão esperando o plano de voo. Desde quinta-feira escutamos a mesma coisa. Enquanto isso, ele está lá, sofrendo, ansioso, e a gente de mãos atadas”, desabafam os familiares.

A família relata ainda a condição de obesidade do paciente agrava ainda mais o quadro.

“Ele tem direito ao atendimento prioritário, conforme determina a Lei nº 10.048/2000, que garante prioridade para pessoas com mobilidade reduzida, incluindo a obesidade severa. Ele não está pedindo um favor, está pedindo o que é direito dele. O Estado tem a obrigação de garantir o acesso à saúde. Mas o que estamos vendo é um jogo de empurra, muita conversa e pouca ação”, acrescentam.

Além da demora na regulação, os familiares denunciam falhas graves que estariam ocorrendo no atendimento do HRJ. “Perderam os exames dele dentro do hospital. A esposa teve que correr atrás de tudo de novo. É um descaso completo, uma falta de responsabilidade e de humanidade. Sem falar no atendimento grosseiro com a família, sempre tratando a gente com desprezo”, acusam.

Em um apelo emocionado, a esposa do paciente clamou por ajuda: “Será que vão esperar ele morrer para só então fazer alguma coisa? Já não aguento mais. É humilhante passar por isso. A saúde é um direito de todos, está na Constituição. O que está acontecendo aqui é uma violação de direitos humanos.”

A família afirma que não sabe mais a quem recorrer e pede que as autoridades olhem com urgência para o caso. “Não é possível que ninguém faça nada. Estamos implorando, pedindo clemência. Não queremos perder Josemilton por negligência”, concluiu.

Estamos encaminhando as reclamações para o Hospital Regional de Juazeiro e para a Secretaria de Saúde do Estado.

Redação PNB

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