Polícia Civil investiga comunicado com ameaças a motoristas de aplicativo e motociclistas em bairros de Petrolina

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A Polícia Civil de Petrolina, no sertão de Pernambuco, instaurou um inquérito para investigar a autoria e a veracidade de um comunicado que tem circulado em grupos de WhatsApp, contendo ameaças e a imposição de regras a motoristas de aplicativo e motociclistas que atuam nos bairros São Gonçalo, Parque São Gonçalo, Morro do Borel e Jardim Petrópolis. A informação foi confirmada ao Portal Preto no Branco pelo Portal Preto no Branco, o delegado Marceone Ferreira.

“A polícia civil instaurou um inquérito para apurar a veracidade e possível responsabilidade.”, afirmou o delegado.

O texto, assinado por uma suposta facção criminosa, determina que motoristas de aplicativos como Uber e 99 devem trafegar com os vidros dos veículos abaixados e os faróis acesos. Para motociclistas, a “ordem” é o oposto: trafegar com o farol apagado e o capacete levantado. A mensagem afirma ainda que, quem descumprir as regras, “vai estar pagando com a vida”.

Trecho do comunicado diz:

“TODAS AS MOTO QUE FOR FAZER CORRIDA OU ENTREGA NESSAS MESMA LOCALIDADE ABAIXAR OS FAROIS E LEVANTAR O CAPACETE (…) AQUELES QUE INFRINGIR A NOSSA REGRA INFELIZMENTE NÃO VAI SER RECEBIDO BEM.”

O comunicado é atribuído à facção criminosa BDM (Bonde do Maluco).

Em outro pronunciamento, ao blog Nossa Voz, o delegado foi enfático ao afirmar que o conteúdo do comunicado não tem respaldo legal e representa um crime grave:

“Facção nenhuma, bandido nenhum vai estar determinando o que as pessoas têm que fazer aqui na cidade de Petrolina, não, tá certo? Eles não são polícia de trânsito para estar dizendo se a pessoa vai andar com capacete ou sem capacete. Hoje pela manhã, a polícia civil se deparou com esse comunicado circulando nas redes sociais. Já determinamos a instauração de um procedimento investigativo para apurar a veracidade e, principalmente, chegar às pessoas responsáveis.”

A Polícia Civil orienta que a população não compartilhe esse tipo de conteúdo e denuncie qualquer informação que possa auxiliar nas investigações.

Redação PNB

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