Haja 14 anos, o professor especialista, escritor e contador de histórias Willian Fernando Soares vem propagando a arte da narrativa oral a partir das raízes culturais de Juazeiro da Bahia e do Vale do São Francisco. Seu trabalho, marcado pela valorização da cultura local de pesquisa em viagens no Velho Chico, incentiva a leitura por meio de causos, mitos e lendas(seus avós foi sua primeira roda de histórias) e fortalece o fazer formativo com projetos inovadores, em destaque premiações nacionais de reconhecimento, e consolidação na pesquisa e estudo da contação de história. A trajetória do artista da palavrapode ser dividida em três fases:
•3ª fase (2023–atual): criação do Curso Peixe Vivo: Práticas na Linguagem da Contação de Histórias, que em 2025 ganhou a Coleção Peixe Vivo, formada por livretos que usam a metáfora dos peixes nativos do Rio São Francisco para ensinar técnicas e saberes da narrativa oral para professores, multiplicando a arte de encantar com as histórias.
Essa trajetória inspirou uma iniciativa que agora floresce a mais de 3 mil quilômetros de distância. Em Passo Fundo, na região norte do Rio Grande do Sul, será lançado neste mês de agosto o Projeto Escola de Contadores de Histórias, aprovado em edital da PNAB (Política Nacional Aldir Blanc). A proposta oferece formação na área da contação de histórias para educadores e adolescentes do município, ampliando o acesso e a participação em atividades culturais.
O autor do projeto gaúcho é o professor, escritor e contador de histórias Gabriel Tonin, conhecido como Gabito. Patrono da ABCH (Academia Brasileira de Contadores de Histórias), Gabitoafirma que buscou inspiração direta no trabalho realizado em Juazeiro.
“Para nós, aqui em Passo Fundo, é muito bom poder contar com a referência do trabalho do Will. Esse projeto, dada a sua relevância, é uma fonte de inspiração para formação e vamos procurar realizar um intercâmbio entre as iniciativas, para fortalecer a arte da oralidade em nossos espaços” destaca.
Assim, o que começou às margens do Velho Chico agora cruza fronteiras, reforçando a força da palavra falada como ferramenta de educação, memória e transformação social.
Ascom



