Funcionário reclama de burocracia e dificuldade para conseguir realizar exames no Hospital Regional de Juazeiro

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O funcionário Eduardo Rodrigues dos Santos, que trabalha como Auxiliar de Serviços Gerais (ASG) no Hospital Regional de Juazeiro, administrado pela Associação Obras Sociais Irmã Dulce (AOSID), relatou ao Portal Preto no Branco um episódio de constrangimento e burocracia enfrentado durante uma tentativa de atendimento na unidade. Ele conta que, mesmo após recomendação médica, encontrou dificuldade para a realização de um exame.

“Procurei a emergência do hospital com dores nos testículos e fui atendido por uma médica. Ela falou que eu tinha que fazer um ultrassom com Doppler para ver o que era. Porém, fui informado por uma enfermeira que o exame não estava sendo realizado. Eu retornei para a médica, perguntei, e a médica foi lá, porque sabia que todo dia fazia. Por conta disso, fiquei com uma pulga atrás da orelha e fui ao setor do exame, e lá me disseram que estava fazendo, sim, que todo dia fazia.”, contou.

Ele afirma que, ao voltar para a emergência, encontrou a enfermeira com a liberação do pedido em mãos. “Ela já vinha com papel para me entregar, dizendo: ‘autorizei o senhor fazer’. Eu perguntei: é preciso autorização da enfermeira para mim, funcionário, sentir dor e fazer um procedimento? E ela disse: ‘é a norma da instituição’. Isso é um absurdo, é desumano.”

Eduardo reclama ainda que os funcionários do hospital enfrentam muita burocracia para acessar consultas e exames. “Para marcar uma consulta, passar pelo médico, a gente tem que se humilhar e pedir autorização da enfermeira. É ela quem diz se marca ou não. Antes, era o sistema que dizia. Quando o hospital era administrado pelo IMIP nunca teve isso. Agora, com essas coordenações de hoje, tudo tem regra. Isso é uma vergonha.”

O trabalhador disse que já tinha ouvido relatos de colegas sobre o problema, mas só agora viveu a situação. “Eu só ouvia relatos, mas essa semana aconteceu comigo. O crachá da gente diz ‘Amar e Servir’, mas isso é tudo mentira. É falta de respeito, é desumano com o funcionário. Isso nunca existiu lá dentro, nunca.”

Encaminhamos as reclamações para o Hospital Regional de Juazeiro e aguardamos uma resposta.

Redação PNB

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