“Mais esta perda para Juazeiro?”: Redução da área irrigada do PIS no Projeto Canal do Sertão continua preocupando e gerando críticas à falta de mobilização política em Juazeiro

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A decisão da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em reduzir a área irrigada do Projeto de Irrigação Salitre (PIS), no Projeto Canal do Sertão Baiano (CSB), continua gerando preocupação e críticas. Com a proximidade da posse de Paulo Rangel, novo superintendente da 6ª Superintendência Regional da Codevasf, em Juazeiro–BA, um leitor do Portal Preto no Branco, que preferiu não ser identificado, questionou as ações que estão sendo adotadas pelas autoridades políticas para impedir a medida, que, segundo ele, pode causar grande impacto ao desenvolvimento econômico da cidade e da região.

“Fica a impressão de que as autoridades políticas de Juazeiro não se importam com a decisão da Codevasf em reduzir a área irrigada do PIS. No anteprojeto do CSB, elaborado pela Geohidro em 2013, foram destinados 22 m³/s para o projeto de irrigação Salitre (PIS), contemplando as cinco etapas, e 20 m³/s para o CSB, suprindo as necessidades hídricas da região. Foi aproveitada a outorga de água de 42 m³/s concedida ao PIS pela Agência Nacional de Águas (ANA). O que deixa transparecer é que os representantes políticos não estão preocupados com o desenvolvimento econômico de Juazeiro, justamente agora que a prefeitura está alinhada com os governos estadual e federal. É de se lamentar não aproveitarmos este momento. Será que devemos nos conformar com mais esta perda para Juazeiro?”, questiona.

Conhecedor do tema, ele destacou ainda que se torna imperativo que as autoridades políticas de Juazeiro solicitem oficialmente da Codevasf uma posição em relação à elaboração do projeto básico do CSB, que está sendo desenvolvido pela empresa Techne/Engevix.

“Ficou definido, pela Codevasf e por lideranças políticas da região de influência do CSB, que haverá uma redução na implantação do PIS. Foram cortadas as etapas 2ª, 4ª e 5ª, permanecendo somente a 3ª. Ou seja, a vazão do PIS foi reduzida de 22 m³/s para 12 m³/s, assim distribuídos: aproximadamente 5 m³/s para a 1ª etapa — já implantada; 5 m³/s para a 3ª etapa; e 2 m³/s para os salitreiros, ribeirinhos ao rio Salitre. Já a vazão de 30 m³/s será destinada ao CSB, agora com outra concepção: além de atender às demandas previstas pela Geohidro, a água será destinada ao enchimento de diversos reservatórios e barragens ao longo do canal, beneficiando com atividades de irrigação os produtores das margens desses reservatórios. Daí o lobby das lideranças políticas dessa região”, acrescentou.

Ainda conforme as críticas, Juazeiro está deixando de irrigar terras localizadas a apenas 40 km do rio São Francisco para priorizar regiões distantes, entre 120 km e 250 km, sem estudos detalhados ou definição de tarifas de água.

“Estamos deixando de irrigar terras irrigáveis localizadas a 40 km do rio São Francisco, com os estudos técnicos necessários já realizados e atestando sua viabilidade, inclusive quanto ao pagamento da tarifa de água, para irrigar terras que se localizam entre 120 e 250 km, sem que tenham sido feitos estudos técnicos sobre sua viabilidade e sem definição de como será cobrada a tarifa de água. Torna-se necessária a mobilização de toda a comunidade juazeirense: autoridades políticas (prefeito, presidente da Câmara de Vereadores e deputados estaduais), bem como representantes das organizações civis — Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Juazeiro (ACIAJ), Clube de Diretores Lojistas, Sindicato dos Produtores Rurais e Sindicato dos Trabalhadores Rurais — para tentar impedir este absurdo. Será que estamos fadados a este destino: perder os grandes investimentos que garantiriam um salto no desenvolvimento econômico da cidade?”, questionou.

Encaminhamos todos os questionamento e críticas para a Codevasf e aguardamos uma resposta.

Redação PNB 

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