O Portal Preto no Branco recebeu mais uma denúncia envolvendo o Hospital Regional de Juazeiro, na região Norte da Bahia. Desta vez, fomos procurados por colaboradoras do setor de fisioterapia que denunciam perseguição e abuso por parte da coordenação, especialmente contra profissionais que retornam ao trabalho após a licença-maternidade.
Segundo elas, logo na volta, são submetidas a uma escala considerada desumana.
“Quando retornamos, nos colocam como folguistas, sem respeitar dia, horário ou setor. Podemos trabalhar duas noites ou dois dias seguidos, sem o devido descanso de 60 horas. É absurdo.”
As profissionais aponta ainda que a coordenação tem exigido participação em inúmeros treinamentos semanais, fora do horário de expediente, obrigando as profissionais a trocar plantões para comparecer.
“Trabalhamos desanimadas, sofrendo longe dos nossos filhos. E além disso não podemos adoecer. Se apresentamos atestado, como castigo somos transferidas de setor, numa clara tentativa de nos forçar a pedir demissão.”
Com medo de represálias, muitas evitam recorrer ao canal de compliance do hospital.
“Temos medo de denunciar e perder o emprego. São inúmeras denúncias e nada acontece. Queremos respeito e compreensão.”
As colaboradoras afirmam que o clima de trabalho é de desmotivação e insegurança, e fazem um apelo por mudanças na gestão:
“Clamamos por coordenadores competentes e que saibam o verdadeiro sentido da frase ‘Amar e Servir’, de Irmã Dulce.”
Encaminhamos as denúncias para a gestão do HRJ e aguardamos uma resposta.



