O jornalista curaçaense, Luciano Lugori, através de seu perfil no Instagram, protestou contra a morte do jovem Caíque Ferreira Santos, 19 anos, ocorrido na última sexta-feira (05), no Bairro Nova Aliança, em Curaçá. O jovem foi vítima de disparos de arma de fogo, durante uma ação da Polícia Militar da Bahia.
O jornalista relembrou o caso Adinair Oliveira da Silva, de 20 anos, morta em 2009 durante uma abordagem policial na BA-210, que liga Juazeiro ao município. A estudante estava dentro de uma Topic quando foi atingida no pescoço por um tiro disparado pelo Policial Militar Tadeu Pereira Marques.
“O filme de terror se repete e, 16 anos depois do Caso Adinair, assassinada em 2009 quando voltava da faculdade, outro estudante é assassinado pela polícia (…) Na época, o discurso e a versão contada e publicada pelos meios de comunicação foram só a da Polícia (“furaram a blitz”, “tiro acidental”, “blá, blá, blá”, etc.) O resto da história, todos nós sabemos no que deu”.
A morte de Adinair também gerou muita comoção entre a população e vários protestos foram realizados na cidade.
À época, o PM acusado de ter efetuado o disparo afirmou que o tiro foi acidental. Em depoimento, ele não soube explicar o que o levou a disparar a arma.
Lugori reforçou o pedido de justiça para Caíque: “Tomara que o desfecho da ‘história’ de Caíque não tenha o mesmo fim que a de Adinair. Que a justiça seja, verdadeiramente, seja feita e que os irresponsáveis que cometeram tamanha atrocidade contra esse jovem de apenas 19 anos paguem por esse crime”.
Crime
Adinair Oliveira da Silva foi morta com um tiro no pescoço quando retornava para casa em uma van que transportava estudantes, após sair da faculdade, em Juazeiro. A van escolar passou pela blitz da PM. O motorista contou, à época, que não parou o veículo por temer que fosse um assalto. Conforme relato de alguns estudantes à polícia, ao perceber que o veículo não estacionaria, o soldado Tadeu Pereira Marques, 27, atirou contra o carro e o tiro atingiu a jovem. O soldado foi preso em flagrante pelo comandante da operação. Ele ficou detido no batalhão da Polícia Militar em Juazeiro.
Marques era lotado na 45ª Companhia Independente da PM de Curaça e integrava a corporação há um ano e quatro meses. Segundo o pai da jovem, um policial militar da reserva, o motorista da van, Wilson Lopes, contou que teria avistado a viatura da PM, à margem da rodovia com o giroflex desligado e teria reduzido a velocidade.
A estudante chegou a ser encaminhada para o hospital de Curaçá, mas não resistiu aos ferimentos.
Redação PNB



