Professores criticam avaliações dos docentes feitas por alunos em escolas estaduais de Juazeiro: “gerou muito desconforto e humilhação”

1

Um grupo de professores que atuam na rede estadual em Juazeiro, na região Norte da Bahia, procurou o Portal Preto no Branco nesta terça-feira (16) para reclamar da avaliação de docentes por alunos, que vem sendo realizada em algumas instituições. Conforme os relatos, a prática é “ilegal, imoral e antiética”.

“Os professores foram avaliados nos seus desempenhos cara a cara com os alunos. Isso gerou muito desconforto e humilhação para os colegas”, contou uma professora que participou de uma das reuniões.

Outro docente relatou que viveu experiência semelhante em uma reunião de conselho de classe no anexo de uma escola. “Leram relatórios com a autoavaliação dos alunos e também avaliações sobre os professores, sem que tivéssemos sido informados antes. Isso fere a legislação do magistério e a ética profissional. Não podemos ser expostos dessa forma. Alguns colegas chegaram a ameaçar registrar boletim de ocorrência e abrir processo judicial. Só assim a gestão recuou e se limitou a ler apenas a autoavaliação dos alunos”, contou o professor.

Outra educadora reforça que não se opõe à avaliação do trabalho docente, mas critica o formato. “Não sou contra ser avaliada, seja pela gestão ou até pelos nossos alunos. O problema é como isso está sendo feito: é ilegal, imoral e antiético. Essa prática só ajuda a piorar a saúde mental dos professores.”

Outo docente também levanta preocupações sobre a origem dessa prática. “Isso começou há poucos meses em escolas de estados governados pela extrema-direita, e agora chega à Bahia, onde o governo é de esquerda. Isso mostra que não há alinhamento entre o Governo Estadual e alguns gestores escolares.”

Os professores afirmam que, caso a prática continue, vão acionar o Ministério Público Estadual e a Ouvidoria da Secretaria de Educação. “Não vamos aceitar esse tipo de humilhação. A comunidade escolar precisa saber do que está acontecendo”, concluiu um dos profissionais.

Encaminhamos as reclamações para a Secretaria de Educação do Estado e para o Núcleo Território de Educação-10.

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome