Motoristas que prestam serviço à empresa Qamp, contratada da Secretaria de Serviços Públicos (SESP) de Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para relatar que estão há mais de quatro meses sem receber seus salários. Os profissionais, responsáveis por conduzir caminhões que realizam serviços essenciais para o município, contam que já estão enfrentando dificuldades financeiras.
“É simplesmente inaceitável a falta de respeito da empresa com os trabalhadores que operam os caminhões agregados. Nós estamos há mais de quatro meses sem receber, e isso é uma afronta a cada pai de família que luta para sustentar sua casa. A gente trabalha, cumpre o que é pedido, mas não vê retorno. É uma humilhação”, desabafou um dos motoristas.
Outro trabalhador, que preferiu não se identificar por medo de represálias, reforçou a gravidade da situação. “Tem mais de quatro meses que a gente não recebe. Já vamos para o quinto mês sem salário. Como é que o trabalhador sobrevive assim? Temos contas, filhos, compromissos. É uma falta de respeito total.”
Os motoristas afirmam que continuam exercendo suas funções, mesmo diante do atraso, e pedem que a situação seja resolvida o mais rápido possível.
“A gente continua trabalhando porque precisamos do serviço. Mas é revoltante ver o descaso. A empresa finge que está tudo bem, enquanto a gente passa necessidade. Queremos apenas o que é nosso por direito. Queremos respeito e compromisso. Não dá mais para aceitar essa falta de valorização com quem faz o serviço pesado todos os dias”, concluiu um dos motoristas.
Encaminhamos a situação para a Secretaria de Serviços Públicos de Juazeiro. Em resposta, o órgão informou que “todos os compromissos financeiros com empresas terceirizadas e prestadores de serviços agregados estão rigorosamente em dia. A Prefeitura reafirma seu compromisso com o pagamento pontual e a valorização de todos os trabalhadores que contribuem para a execução dos serviços públicos, garantindo a continuidade e a qualidade das ações realizadas no município”.
Redação PNB



