Trabalhador é assassinado em fazenda no distrito do Salitre, em Juazeiro e família acusa outro funcionário da empresa; direção se manifesta

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Um homem identificado como Dário Monteiro Lopes, de 40 anos, foi assassinado com disparos de espingarda, no município de Juazeiro, na região Norte da Bahia. O crime ocorreu na manhã do último sábado (18), em uma fazenda localizada no distrito do Salitre, onde a vítima trabalhava.

Ao Portal Preto no Branco, a Polícia Civil informou que “a Delegacia de Homicídios (DH/Juazeiro) já tem os indícios de autoria da morte de Dário. Diligências estão sendo realizadas para localizar o suspeito e esclarecer as circunstâncias que levaram à prática criminosa”.

Em contato com o PNB, familiares de Dário relataram que ele exercia a função de chefe de setor na fazenda, e acusam um funcionário da empresa de ser o autor do homicídio.

“Ele saiu de casa para mais um dia de trabalho na Fazenda Aroeira, no Junco/Salitre, onde exercia com dedicação e responsabilidade a função de chefe de setor. Mas, no exercício do seu dever, foi covardemente assassinado por outro funcionário, simplesmente por cumprir seu papel de gestor, com honestidade e coragem. Darinho era um homem do bem, trabalhador desde menino, que vendia pic-nic para ajudar seus pais nas despesas de casa.
Um pai exemplar, filho dedicado e amoroso, que cuidava com todo carinho da mãe idosa — sua maior companheira, agora devastada pela dor, sem forças até para abrir os olhos”, descreveram os familiares.

Ainda conforme a família da vítima, o autor do crime já respondia por outros homicídios e possuía um mandado de prisão em aberto desde 2018, mas seguia em liberdade.

“Enquanto Darinho está preso em uma sepultura, o assassino segue solto, mesmo já tendo mandado de prisão expedido desde 2018 e outros homicídios nas costas. Até quando a impunidade vai continuar vencendo? Até quando pessoas de bem pagarão com a vida, enquanto criminosos andam livres pelas ruas? Darinho era alegria, generosidade e luz. Ele não merecia esse fim. A família, os amigos e toda Juazeiro clamam por Justiça! Que a voz de quem amava Darinho ecoe até que a verdade seja feita e o culpado responda por mais essa barbaridade”.

Em nota oficial, Fazenda Aroeira manifestou pesar pela morte do colaborador, ocorrida nas dependências da propriedade. A empresa negou que o autor do crime seja funcionário da fazenda, afirmando que o homem que a família acusa “não mantinha qualquer vínculo empregatício com a Fazenda Aroeira” e que o ocorrido “não guarda relação com o ambiente de trabalho, tratando-se de uma tragédia de natureza estritamente pessoal”.

Confira a nota na íntegra:

A Fazenda Aroeira vem, por meio desta, manifestar profundo pesar pelo trágico falecimento de um de seus colaboradores, ocorrido em suas dependências. Neste momento de dor, a direção da empresa se solidariza sinceramente com os familiares e amigos da vítima, prestando todo o apoio necessário e colocando-se à disposição para colaborar com as autoridades competentes. Em respeito à verdade dos fatos e diante de informações inverídicas que vêm sendo divulgadas, cumpre esclarecer que o suposto autor do crime não mantinha qualquer vínculo empregatício com esta Fazenda. Ressaltamos ainda que o lamentável episódio não guarda qualquer relação com o ambiente de trabalho, tratando-se de uma tragédia de natureza estritamente pessoal, motivada por questões alheias às atividades profissionais desenvolvidas na propriedade. A Fazenda Aroeira reafirma seu compromisso com a transparência, com o respeito à memória do colaborador e com a manutenção da ordem e da segurança em suas instalações. Ademais, não tem medido esforços para colaborar com as investigações e para que o responsável seja encontrado e responsabilizado na forma da lei. Por fim, reiteramos nossos sentimentos à família enlutada e rogamos a Deus que conceda conforto a todos neste momento de profunda tristeza.

Redação PNB

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