Após o leitor Carlos Babalu relatar que o Parque Municipal Lagoa do Calú, em Juazeiro, no Norte da Bahia, um dos principais cartões-postais da cidade, estaria sofrendo com o ressecamento após o início das obras da Travessia Urbana, a Secretaria de Obras Estruturantes se manifestou. Segundo o alerta, durante as intervenções, uma antiga rede de abastecimento de água, responsável por manter o nível da lagoa, teria sido retirada sem substituição.
Em nota, a secretaria informou que “a execução da obra da Travessia Urbana causou impacto na infraestrutura anteriormente utilizada para o abastecimento e manutenção hídrica da Lagoa do Calú. A Pasta informa ainda que já desenvolveu o projeto de revitalização completa da lagoa, incluindo as intervenções necessárias para garantir sua recuperação ambiental e estrutural. A revitalização da Lagoa do Calú está inserida no plano de governo desta gestão e será executada dentro do cronograma previsto. Paralelamente, a Secretaria de Meio Ambiente está realizando visitas periódicas à Lagoa do Calú, monitorando a qualidade da água, as condições do espaço e a vida animal existente, além de promover o plantio de mudas nativas, reforçando o compromisso da gestão com a preservação ambiental e a recuperação desse importante patrimônio natural de Juazeiro”.
Alerta
Carlos Babalu, leitor do Portal Preto no Branco entrou em contato com a nossa redação para relatar que o Parque Municipal Lagoa do Calú, em Juazeiro, no Norte da Bahia, um dos principais cartões-postais da cidade, estaria sofrendo com o ressecamento após o início das obras da Travessia Urbana. Segundo ele, durante as intervenções, uma antiga rede de abastecimento de água, responsável por manter o nível da lagoa, teria sido retirada sem substituição.
“Estou aqui na Lagoa do Calú e, desde que começou essa obra da Travessia Urbana, venho observando que havia uma rede, uma adutora que foi construída só para hidratar a Lagoa do Calú. Durante a obra da travessia, fiquei observando que estavam arrancando os canos da banca e não estavam substituindo. Essa adutora de pequeno porte foi feita justamente para não deixar a lagoa secar”, explicou ele.
Carlos detalhou ainda que os impactos da obra vêm comprometendo a existência da lagoa.
“Agora, com a obra, arrancaram os canos e não houve reposição. O resultado é que a Lagoa do Calú está morrendo. Eu passei ali e vi os peixes se debatendo, morrendo. E agora? Será que vão esperar terminar a obra para fazer de novo e gerar outro custo? Era só ter substituído os canos na hora da obra. Eu sei que é uma obra importante para a cidade, um marco na história de Juazeiro, principalmente na questão da banca, mas esse cartão-postal da cidade hoje está abandonado, se acabando, e vai simplesmente morrer”, concluiu.
Redação PNB



