O jornalista juazeirense Glauber Dantas, que está no Rio de Janeiro, relatou ao Portal Preto no Branco os momentos de tensão vividos na capital fluminense durante a megaoperação policial realizada contra o Comando Vermelho, deflagrada na manhã dessa terça-feira (28). Segundo informações divulgadas pelas autoridades locais, o número de mortos já passa de 100, o que torna a operação a mais letal do Estado do RJ.
Em seu relato, Glauber, que viajou para acompanhar a gravação do DVD do cantor petrolinense, João Gomes, falou sobre o clima de tensão e medo vivido na cidade.
“Eu estou no Rio de Janeiro desde o domingo (26). Vim para o DVD do João Gomes, e resolvi passar a semana aqui também. No momento da operação eu estava fazendo um tour na favela da Rocinha, que é uma favela já pacificada e que não está enfrentando nenhum problema. Quando eu cheguei no apartamento onde estou hospedado, me deparei com uma enxurrada de mensagens de familiares, de seguidores do Vale do São Francisco, preocupados porque eu ainda estou aqui no Rio de Janeiro, nesse momento de tensão. Hoje a operação policial foi finalizada, mas os momentos mais tensos foram, de fato, ontem”, declarou.
Mesmo hospedado na zona sul, em Copacabana, distante cerca de 20 quilômetros dos principais pontos de confronto, Glauber disse que sentiu medo e apreensão com o cenário.
“Fiquei bem tenso, realmente aflito, porque estava um caos. As ruas foram interditadas, ônibus usados para bloquear viadutos, e o clima era de medo com toda essa violência do Rio de Janeiro.”, acrescentou.
O jornalista contou ainda que ontem, as autoridades do Rio de Janeiro chegaram a declarar nível 2 de emergência de segurança pública, em uma escala de 1 a 5.
“A classificação era uma espécie de toque de recolher, não obrigatório, mas as orientações foram de que ficássemos em casa e só saíssemos se fosse realmente necessário, porque a cidade estava um caos”, relembrou.
Glauber também comentou sobre a situação nos aeroportos da cidade no momento.
“O acesso pelo aeroporto Santos Dumont, por onde cheguei, está tranquilo. Mas quem vem ou vai sair pelo Galeão pode enfrentar problemas, porque ele fica próximo das comunidades onde aconteceram as operações.”, informou.
Glauber encerrou o relato dizendo que espera que a situação se estabilize para retornar em segurança ao Vale do São Francisco.
“Vamos aguardar que tudo se resolva, que tudo fique bem, e que eu retorne em segurança, com fé em Deus.”, concluiu.
Redação PNB



