Um morador de Juazeiro, na região Norte da Bahia, procurou o Portal Preto no Branco para criticar a falta do medicamento controlado Clonazepam 2mg na Farmácia da Família e no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município. Conforme o relato, o problema é recorrente
“Faço tratamento com Clonazepam 2mg há mais de três anos e sempre pego o remédio no CAPS ou na Farmácia da Família. Mas, recentemente procurei tanto a Farmácia da Família quanto o CAPS para pegar a medicação, e me informaram que não tinham em nenhum dos dois pontos. Sempre no final do ano, entre outubro e dezembro, falta o medicamento para distribuição. Esse problema se repete todo ano”, contou.
O paciente conta ainda que há mais de dois meses não consegue retirar o medicamento em nenhum dos dois locais.
“Minha última consulta foi em agosto. Peguei o remédio de agosto para setembro, mas desde então estou sem. Já estou com duas receitas que não consegui usar porque não tem o remédio”, acrescentou.
O paciente diz ainda que ao buscar o CAPS em busca de informações sobre o envio do medicamento, foi orientado a comprar o remédio.
“Quando perguntei quando teria o remédio, a atendente me respondeu: ‘o que a gente tá falando para os pacientes é que eles têm que comprar’. E ainda disse para eu comprar, pois o remédio era baratinho. Eu fiquei sem acreditar. Se já estamos fazendo tratamento pelo SUS é porque não temos como comprar a medicação”, finalizou.
Encaminhamos o caso para a Secretaria de Saúde de Juazeiro. Em resposta, a SESAU informou que “o usuário pode retirar o medicamento mediante apresentação da receita médica dentro do prazo de validade, sem rasuras, acompanhada do Cartão Nacional de Saúde (CNS) e de um documento oficial de identificação com foto. A dispensação dos medicamentos está disponível em todas as unidades de distribuição da rede municipal: Farmácia Central, as Farmácias da Família dos bairros Dom Thomaz, Argemiro e João Paulo II, além do Caps AD. A Sesau reforça o compromisso em garantir o acesso seguro e regular aos medicamentos, conforme as normas de controle e responsabilidade sanitária.”
Redação PNB



