Em nota enviada ao Portal Preto no Branco, a Polícia Militar da Bahia se manifestou sobre o Processo Disciplinar Sumário instaurado pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar da Bahia que tem como alvo o Coronel PM Wildon Teixeira dos Reis, Comandante do Policiamento Regional Norte (CPR-N). Ele é acusado de ter feito uso de arma de fogo nas dependências do Hotel Resende Imperial, no município de Itacaré, no Sul da Bahia, durante um evento da corporação.
Na nota, a PM informou que as medidas administrativas cabíveis já foram adotadas, e o caso encontra-se em análise pelas instâncias competentes da corporação.
Veja a nota na íntegra:
A Polícia Militar da Bahia informa que eventuais condutas atribuídas a integrantes da corporação são apuradas internamente, conforme os procedimentos administrativos previstos para fins de responsabilização funcional. Em relação ao questionamento sobre suposto fato envolvendo oficial da instituição, a PMBA esclarece que as medidas administrativas cabíveis já foram adotadas, e o caso encontra-se em análise pelas instâncias competentes da corporação. Por se tratar de procedimento em curso, não há, neste momento, informações adicionais a serem divulgadas. A Polícia Militar reforça seu compromisso com a disciplina, a ética e a responsabilidade institucional, adotando providências sempre que necessário para assegurar a regularidade da atuação policial.
Relembre o caso
Conforme informações que constam em portaria publicada em boletim interno da corporação, o episódio foi registrado no último dia 13 de novembro, por volta de 23h40. A ocorrência teria sido registrada por câmeras de segurança, e os vídeos foram anexados ao processo.
Ainda segundo a portaria, a conduta do oficial teria violado diversos incisos do artigo 39, combinado com o artigo 41, do Estatuto dos Policiais Militares (EPM). No hotel também estavam hospedados outros coronéis da PMBA, que participavam de um evento institucional realizado no município, conforme aponta o documento.
A Corregedoria designou o coronel PM Ricardo Cesar Santana Lima, lotado no CPE, para conduzir a apuração. A Corregedoria determinou que o encarregado comunique o órgão sobre o início dos trabalhos, que deverão ocorrer tanto na unidade do oficial quanto em outros locais considerados necessários para a investigação.
O prazo inicial é de 30 dias, prorrogável pela metade, conforme prevê a legislação disciplinar da corporação.


