5º Festival de Oxum ocupa a Orla de Petrolina com celebração ancestral e debate sobre feridas raciais na segunda-feira(8)

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A Orla de Petrolina recebe, no dia 8 de dezembro de 2025, a 5ª edição do Festival de Oxum, que traz como tema “Axé na Pele: A Cura de Oxum para as Feridas Raciais”. O evento reforça o caráter espiritual, cultural e político da iniciativa, que busca promover fé, ancestralidade, resistência e o enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa.

Idealizado e conduzido por Mãe Jéssica de Iemanjá, liderança do Templo Religioso Dona Colondina, em parceria com o articulador cultural Uelson Bezerra (Gentil das Matas), o festival reúne rituais sagrados, cânticos, danças, atividades formativas e apresentações artísticas. A proposta central é fortalecer vínculos comunitários e reafirmar o respeito às matrizes africanas — elementos que sustentam a história e a identidade de grande parte da população brasileira.

Neste ano, o Festival de Oxum terá uma prévia no dia 6 de dezembro, no Ponto Cultural Dona Colondina, no bairro José e Maria. A atividade contará com feijoada, atrações musicais e ações comunitárias destinadas a ajudar nos custos de realização do evento oficial.

A celebração principal acontece no dia 8 de dezembro, na Porta do Rio. A programação começa às 16h, com um cortejo pela Orla, seguido de uma noite de shows com artistas que representam a musicalidade ancestral e fortalecem a cultura negra na região. Entre as atrações confirmadas estão Samba Di Malê, Mádara e Banda, Sambayó e Natália Magno.

“Mais que uma celebração religiosa, o Festival de Oxum se tornou um marco da cidade, preservando tradições, fortalecendo memórias e ampliando diálogos sobre diversidade, identidade e justiça racial. A presença de Oxum – orixá das águas doces, da prosperidade, do cuidado e do amor – inspira a proposta de cura simbólica e coletiva, chamando atenção para as feridas raciais que seguem abertas e que exigem mobilização social”, declarou a organização.

O evento é aberto ao público e a organização convida toda a população de Petrolina e região a participar, aprender, celebrar e integrar-se à corrente de axé, fé e cultura que mantém vivas as raízes e histórias ancestrais.

Redação PNB, com informações Ascom

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