Mãe atípica critica dificuldade para marcar consulta com neurologista na rede municipal de Juazeiro; SESAU responde

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Uma mãe atípica, moradora de Juazeiro, procurou o Portal Preto no Branco para denunciar dificuldades no acesso a consultas e exames na rede municipal de saúde. Ela afirma que, mesmo com uma decisão judicial favorável, não tem conseguido marcar retorno com a neurologista que acompanha o filho.

“É um descanso o setor de marcação de exames e consultas na Secretaria de Saúde de Juazeiro. Sou mãe de uma criança atípica de 13 anos e estou na busca de um relatório específico com a neurologista Adriana Tenório, que a acompanha desde os 7 anos. Ela o diagnosticou com deficiência intelectual leve, porém, a gente vem buscando todo ano por um diagnóstico atualizado. Entrei na defensoria pública para que ele fosse atendido porque já tinha 2 anos que não conseguia um retorno para entregar o histórico escolar. Apesar da decisão favorável a mim, ainda não tive êxito, infelizmente”, desabafou.

A mãe conta ainda que chegou a ser encaminhada para a Policlínica Municipal, mas não conseguiu atendimento.

“É uma falta de respeito para com meu filho que precisa de um diagnóstico atualizado. A gerente do setor na SESAU fica me jogando para a policlínica mesmo sem marcação, dizendo que lá farão um encaixe, fazendo sempre eu voltar sem passar pela médica, pois as funcionárias da policlínica pedem o agendamento. Estou novamente com um retorno desde o mês 7 para entregar o relatório escolar dele. Ontem, mandaram eu procurar novamente a Policlínica. Chegando lá, fui informada de que a neurologista está de férias desde o dia 26 e só retornará em fevereiro. Ou seja, me fizeram de palhaça”, acrescentou.

A mãe finaliza destacando que o relatório é fundamental para que o filho tenha direito a apoio educacional no próximo ano.

“Quando cheguei novamente na secretaria de saúde com ofício,  mandaram eu retornar somente no dia 26/01. Estão fazendo pouco caso da justiça e de mim, que sou mãe. Preciso entregar este relatório para meu filho ter direito a auxiliar ano que vem, pois, como ele só tem o diagnóstico de deficiência intelectual leve, não entra no grupo de autista, assim perdendo o direito de ter uma acompanhante em sala”, finalizou.

O PNB encaminhou os relatos da mãe para a Secretaria de Saúde de Juazeiro em busca de esclarecimentos. Em nota, a SESAU informou que “não houve negativa de atendimento à demanda judicial do paciente. A responsável foi orientada a retornar à Central de Regulação Ambulatorial na abertura da agenda de janeiro, em 29/12, devido ao esgotamento das vagas, conforme registrado no verso da guia. O agendamento não foi realizado em razão do período de férias da médica neuropediatra. Como alternativa, foi orientada a busca por encaixe na Policlínica Municipal e registrada nova previsão de atendimento no verso da guia, caso não houvesse viabilidade de encaixe. A Sesau informa que, no momento, não há outro neuropediatra na rede própria ou credenciada, situação já comunicada à família. O processo de contratação de novos especialistas está em andamento. A responsável deve comparecer à Central de Regulação Ambulatorial em 26/01 para continuidade do atendimento. A Secretaria reafirma seu compromisso com a ética, a transparência e o cuidado com o usuário”.

 

Redação PNB 

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