Mulher de paciente denuncia suposto abuso praticado por uma PM no Hospital Regional de Juazeiro: “Foi retirado do leito, sem autorização médica, e detido”    

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Em contato com o Portal Preto No Branco, a mulher de José Evangelista Ferreira, internado há mais de um mês no Hospital Regional de Juazeiro, denunciou um comportamento abusivo que teria sido praticado por uma Policial Militar, que realizava a escolta de outro paciente da instituição hospitalar. O fato, segundo Cheila Borges, ocorreu no domingo (4) e colocou em risco a vida de seu marido.

Segundo o relato, José Evangelista apresenta um estado delicado de saúde e teria sido retirado do leito hospitalar, sem autorização médica, após um desentendimento com a PM por causa do uso de uma cadeira.

“A cadeira em questão estava à disposição do paciente, meu marido, e seu uso havia sido recomendado pela equipe médica, como parte do tratamento, para estimular a mobilidade e evitar atrofia muscular, considerando o longo período de internação e a gravidade do quadro clínico, que inclui inflamação nos severa nos pulmões e dificuldades respiratórias. Ao solicitarmos a cadeira de forma educada, a policial, que estava com os pés na cadeira, negou o pedido. Meu esposo pediu para utilizá-la e ela se recusou. Em seguida, ela deu ordem de prisão, ele foi retirado do leito e colocado em uma viatura, sendo levado até a 73ª Companhia, depois à Delegacia da Polícia Civil, sem qualquer autorização médica”, relatou Cheila Borges.

José Evangelista Ferreira disse que foi arrastado por vários policiais, e não teve direito de se defender no Complexo Policial.

“Fui humilhado e quase tive complicações com a crise na respiração”.

Ainda de acordo com a família, a policial teria caracterizado a situação como desacato, versão que é contestada pelo paciente e por sua mulher. Eles relataram que não houve ofensa ou desrespeito, mas apenas a solicitação da cadeira.

“Foi uma atitude desproporcional e extremamente grave. Meu esposo correu risco de morte. Ele não é bandido, não desacatou ninguém, apenas pediu para usar uma cadeira recomendada pelos médicos. Tudo foi registrado pelas câmeras de segurança. ”, afirmou Cheila.

Ela contou ainda que José Evangelista passou mal na delegacia e precisou voltar ao Hospital Regional, onde segue em tratamento intensivo.

“Cobramos esclarecimentos, apuração dos fatos e providências por parte da Polícia Militar da Bahia, além de medidas que evitem a repetição de situações semelhantes dentro de unidades de saúde”, disse Cheila Borges.

Cheila Borges informou ainda que fará uma denúncia formal aos órgãos competentes e que os pacientes da Enfermaria III presenciaram a situação e se dispuseram a testemunhar sobre o caso. Ainda de acordo com a esposa, o RG do paciente ficou retido na delegacia.

“O hospital está solicitando a identidade para a realização de exames e estamos impedidos”.

O Comando de Policiamento da Região Norte, em nota enviada ao Blog Edenevaldo Alves,  se manifestou sobre a denúncia e informou que “determinou a apuração dos fatos mencionados para responsabilização, caso constatada a ação irregular da servidora pública”.

Redação PNB

1 COMENTÁRIO

  1. A pergunta que mais uma vez é feita: que tipo de treinamento é esse recebido pela PM da Bahia que deixa seus e suas agentes assim? A justificativa de desacato sempre aparece nos casos mais banais. Situações onde o diálogo poderia resolver, simplesmente tomam uma proporção descabida.
    Agora imagina uma agente dessa nas ruas, se faz isso tudo com uma pessoa hospitalizada? Que Deus nos proteja, pois está difícil confiar nos e nas agentes de segurança.

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