A cultura baiana está escrevendo um novo capítulo, e o Sertão do São Francisco tem papel fundamental nessa construção coletiva.
Está aberta a escuta pública para a elaboração do novo Plano Estadual de Cultura da Bahia, que irá orientar as políticas culturais do estado no período de 2026 a 2036. A iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia convida artistas, produtores, coletivos, gestores, pesquisadores, mestres da cultura popular e demais agentes culturais a participarem ativamente da construção desse planejamento estratégico para a próxima década.
A participação acontece por meio de formulário online, disponível até o dia 19 de janeiro de 2026. Nesse espaço, é possível enviar propostas, indicar necessidades, relatar desafios e sugerir caminhos para o fortalecimento da cultura em todos os territórios da Bahia.
O Território do Sertão do São Francisco, com sua diversidade cultural, saberes tradicionais, manifestações populares, produção artística contemporânea e forte identidade ribeirinha, é essencial nesse processo. É a oportunidade de fazer ecoar as vozes do sertão, dos grupos de cultura popular, dos fazedores e fazedoras de arte, dos coletivos independentes, dos espaços culturais, das iniciativas comunitárias e das tradições que atravessam gerações, ao lado dos novos fazeres que reinventam o presente.
Participar da escuta pública é reivindicar visibilidade, apontar desigualdades, propor soluções e garantir que as políticas culturais cheguem de forma justa e territorializada ao Sertão do São Francisco. A escuta reforça o compromisso com a democratização das políticas culturais e integra o trabalho da Diretoria de Territorialização da Cultura, vinculada à Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura, ampliando a participação social no planejamento estratégico da cultura na Bahia.
O Plano Estadual de Cultura é o documento que organiza diretrizes, metas e ações que irão guiar a política cultural da Bahia pelos próximos dez anos. Ele funciona como um instrumento de planejamento estratégico do setor, definindo prioridades, fortalecendo os territórios culturais e garantindo continuidade às políticas públicas.
Para quem atua com cultura no Sertão do São Francisco, este é o momento de participar, mobilizar sua rede e contribuir para que o plano reflita as urgências, potências e sonhos do território. A cultura do sertão tem voz, tem força e precisa estar presente no centro das decisões que vão moldar o futuro da cultura baiana.
Ascom



