Secretaria de Educação de Juazeiro se manifesta sobre reinvindicação da comunidade do Rodeadouro sobre manutenção da turma do Infantil 2 em escola municipal

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A Secretaria de Educação de Juazeiro se manifestou sobre a situação relatada ao Portal Preto No Branco, nesta segunda-feira (12), por responsáveis por alunos da comunidade quilombola do Rodeadouro sobre o fechamento da turma do Infantil 2 da Escola Municipal Maria Monteiro Bacelar. Segundo os relatos, a Seduc teria alegado que a medida foi adotada por  “falta de acomodação para as crianças”.

Ouvida por nossa reportagem, a Secretaria de Educação de Juazeiro informou que, “de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação/LDB, as turmas de Infantil II, que atendem crianças de 2 anos, estão inseridas na modalidade Creche. As turmas são formadas, portanto, por bebês e precisam de uma estrutura adequada para o seu funcionamento. Neste sentido, a oferta da modalidade na escola citada precisou ser revista, já que a unidade escolar não atende às necessidades desse público. É uma escola estruturada para estudantes do Ensino Fundamental. Nos próximos dias, uma equipe da Seduc realizará uma visita técnica à unidade escolar, com o objetivo de avaliar as possibilidades de atendimento do maior número de crianças possível, mas priorizando a segurança de todas elas”.

Reclamação

“No ano passado, essa turma existia e atendia às crianças da nossa comunidade. No entanto, neste ano, a Prefeitura decidiu encerrar a turma sob a justificativa de falta de comodidade para as crianças. Ressaltamos que essa decisão desconsidera completamente a realidade da nossa comunidade. Somos uma comunidade quilombola, localizada no interior, e não dispomos de creche, nem de qualquer outro suporte educacional para as crianças dessa faixa etária. Muitos pais precisam trabalhar e não têm onde deixar seus filhos. A existência dessa sala de aula era essencial para garantir o direito básico à educação, além de oferecer segurança e apoio às famílias.”, relatam os responsáveis.

De acordo com a reivindicação, 16 crianças estão aptas para matrícula no Infantil 2, mas ficaram sem qualquer alternativa de ensino.

“Diferente da zona urbana, onde existem várias escolas e creches, nós dependemos exclusivamente da Escola Municipal do Rodeadouro. Não há para onde levar essas crianças”, afirmam.

Os pais ressaltam que a existência da turma era essencial não apenas para garantir o direito à educação, mas também para oferecer segurança às crianças e apoio às famílias. “Retirar um direito que já existia não é benefício algum. Pelo contrário, é um prejuízo enorme para toda a comunidade”, destacam.

Ainda segundo os responsáveis, a decisão representa um retrocesso, especialmente por se tratar de uma comunidade tradicional. “Reforçamos que retirar um direito que já existia não é promover benefícios, mas sim causar prejuízos à comunidade. O correto é fortalecer a educação, especialmente em comunidades tradicionais, e não suprimir conquistas já alcançadas.”, pontuam.

Diante da situação, os pais e responsáveis cobram o retorno da turma.

“Reivindicamos com urgência o retorno da turma do Infantil 2, garantindo às nossas crianças o direito à educação e às famílias o mínimo de apoio necessário para seguirem suas atividades de trabalho e sustento. Contamos com a sensibilidade, responsabilidade social e compromisso do poder público para que essa situação seja resolvida o mais rápido possível”, finalizam.

 

Redação PNB 

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