Paralisação do transporte coletivo em Juazeiro deixa população sem ônibus nesta terça-feira (20); profissionais cobram rescisões não pagas pela Joafra

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Usuários do transporte coletivo de Juazeiro, na região Norte da Bahia, foram surpreendidos na manhã desta terça-feira (20) com a paralisação do serviço no município. Desde as primeiras horas do dia, passageiros relataram a ausência de ônibus circulando nas linhas urbanas, o que provocou longas esperas nos pontos e transtornos para quem precisava se deslocar para o trabalho e outros compromissos.

Segundo relatos encaminhados ao Portal Preto no Branco, muitos usuários só perceberam a paralisação ao chegarem aos pontos de ônibus, sem qualquer aviso prévio. “As pessoas ficaram esperando e nenhum ônibus passou. Não houve um aviso de que essa paralisação seria realizada. Muita gente precisou buscar outras alternativas para não perder o dia de trabalho”, contou uma usuária.

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, a paralisação ocorre em protesto pelo não pagamento das rescisões trabalhistas de ex-funcionários da Joafra Transportes. Segundo o presidente da entidade, Antenor Arcanjo Bispo, a mobilização busca garantir os direitos dos trabalhadores que ainda não receberam os valores devidos após o encerramento das atividades da antiga concessionária.

Na segunda-feira (19), passageiros que utilizam a linha interestadual Juazeiro/Petrolina também entraram em contato com o PNB para relatar a suspensão do serviço. Atualmente, tanto as linhas de Juazeiro quanto a interestadual são administradas pela empresa Atlântico Transporte. Antes, o serviço era operado pela Joafra Transportes.

No início de dezembro do ano passado, a categoria já havia realizado uma paralisação do serviço para reivindicar o cumprimento dos direitos trabalhistas.

Na ocasião, em nota enviada ao PNB, a prefeitura afirmou que não possui débitos regulares com a empresa Joafra.

“A Prefeitura de Juazeiro informa à população que a paralisação anunciada pelo Sindicato dos Rodoviários não foi comunicada oficialmente à AMTT (Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte), conforme prevê a lei, e refere-se a uma reivindicação de motoristas junto à empresa Joafra, sua ex-empregadora, em razão de débitos trabalhistas não quitados pela referida empresa. É importante esclarecer que a saída da Joafra do sistema de transporte público municipal ocorreu por determinação judicial. Dessa forma, todas as obrigações e responsabilidades trabalhistas relativas aos seus funcionários são exclusivamente da empresa, não recaindo sobre o Município qualquer dever financeiro ou contratual nesse sentido. A Prefeitura ressalta ainda que não possui débitos regulares com a Joafra. Eventuais créditos oriundos da gestão anterior estão em fase de análise quanto à sua regularidade e efetiva existência, conforme compromisso assumido pela Administração Municipal de promover total transparência e rigor técnico em seus processos. O Município reafirma seu compromisso com a garantia dos serviços essenciais e com a proteção dos interesses da população juazeirense. Caso a paralisação venha a ocorrer, todas as medidas legais cabíveis serão adotadas para assegurar a continuidade do transporte público e para responsabilizar eventuais danos causados à coletividade”

 

Redação PNB 

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