Moradores de Juazeiro, na região Norte da Bahia, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para relatar dificuldades para realizar doações de sangue no Hemocentro Regional (HEMOBA). Segundo relatos enviados ao Portal Preto no Branco, mesmo com campanhas frequentes alertando para estoques baixos, quem se dispõe a doar encontra atendimento limitado, falta de informações claras e desorganização no serviço.
“Somente nos últimos dias, já estive no HEMOBA de Juazeiro para doar sangue e não consigo. Sempre que vou, já encerraram as doações. Pela manhã não adianta ir depois das 10h e pela tarde não atende mais após às 15h. Tanta gente precisando de sangue e o HEMOBA dificultando as doações. Então, para quê fazem campanhas, informam que o estoque está baixo, e não facilitam as doações? Um absurdo”, desabafa.
Também em contato com o PNB, a doadora Tamires Lima conta que na última segunda-feira (19), ao chegar ao HEMOBA com a intenção de doar, não havia nenhum funcionário na recepção. “Não havia absolutamente ninguém para realizar a ficha de atendimento. Permaneci aguardando por cerca de 15 minutos, sem qualquer orientação, aviso ou presença de funcionário. Diante do descaso, precisei me levantar e ir à procura de algum profissional nas salas internas, algo que jamais deveria acontecer em um órgão público de saúde. Ao encontrar uma enfermeira, fui informada de que não havia mais disponibilidade para doação no turno da manhã, contrariando totalmente as informações oficiais divulgadas na internet e nos próprios canais do órgão, que afirmam que o atendimento ocorre até 11h30”, relata.
A doadora também critica a falta de transparência sobre a quantidade limitada de fichas diárias. “O mais revoltante é saber que existe uma quantidade limitada de fichas por dia, informação que não é divulgada em sistema algum, nem no site, nem nas redes sociais. Ou seja, o cidadão se desloca, perde tempo, se disponibiliza para salvar vidas e, em troca, recebe desorganização, desinformação e desrespeito”, lamenta.
A doadora também destaca a contradição entre os constantes pedidos de urgência por doações e a realidade enfrentada por quem tenta ajudar. “É inadmissível que um órgão que vive em campanhas clamando por doadores trate assim quem se dispõe a ajudar. Isso desestimula, afasta e revolta qualquer cidadão consciente. Doar sangue é um ato de amor e cidadania. O mínimo que se espera é respeito, organização e transparência”, conclui Tamires.
Estamos encaminhando os relatos para o HEMOBA de Juazeiro em busca de esclarecimentos.
Redação PNB



