Está acontecendo nesta terça-feira (03), o julgamento do réu Emerson de Oliveira Souza, acusado de assassinar a ex-companheira Quemoly Luize de Sena Araújo, 25 anos, no município de Juazeiro, na região Norte da Bahia. O crime aconteceu na madrugada de 11 de março de 2024, na residência da vítima, localizada no bairro Vila Tiradentes.
As testemunhas de defesa do réu já foram ouvidas, entre elas a mãe, irmã e cunhado do acusado. Emerson, que está preso logo após o crime, também foi ouvido.
Em seu depoimento, o réu alegou que o crime foi acidental. Em sua versão, o acusado afirmou que estava tentando se suicidar, quando a vítima puxou o braço dele, e no momento em que ele puxou o braço de volta, ela foi atingida.
O julgamento entrou em intervalo às 12h, sendo retomado agora às 12h30.
Crime
A 5ª Promotoria de Justiça do Júri denunciou o réu por homicídio com quatro qualificadoras: Motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima, feminicídio e uso de arma de uso restrito.
Emerson é acusado de entrar na casa da ex-companheira e efetuar disparos de arma de fogo contra ela por não aceitar o fim do relacionamento. Após cometer o feminicídio, o autor confessou o crime para a mãe e o irmão da vítima.
Segundo informações obtidas pelo PNB na época do crime, ele chegou a alegar que o tiro que atingiu Quemoly foi “acidental”.
Após matar Quemoly, ele foi para a residência em que morava, no Bairro Jardim Flórida, onde foi preso em flagrante por feminicídio.
Emerson era policial Bombeiro Militar e atuava no 9°BBM, em Juazeiro. Ele se entregou após negociações com equipes da Polícia Civil, da Polícia Militar.
Segundo informações obtidas pelo PNB, o autor do feminicídio já tinha passagem pela DEAM por violência doméstica contra outra mulher. A PC informou que Quemoly não tinha feito nenhum registro contra ele.
A vítima deixou dois filhos pequenos, entre eles uma menina que na época do crime tinha 3 anos, filha do casal.
Redação PNB



