Manifestação em Juazeiro chama atenção para os recorrentes casos de violência contra animais registrados na região

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Será realizada amanhã (8), a partir das 17h, na Orla II de Juazeiro, uma manifestação em prol de justiça pela morte do cão Orelha e de todos os animais vítimas de maus-tratos.

Os organizadores orientam que os participantes compareçam vestidos com roupas pretas ou brancas, levando bexigas, cartazes e faixas com mensagens de conscientização e combate à violência contra animais. O ato pretende reforçar a importância da denúncia, da responsabilização dos agressores e da implementação de políticas públicas de proteção animal.

A iniciativa de protetores independentes e do projeto Salvando Patas do Vale, que atua na causa animal na região do Vale do São Francisco, também tem como objetivo chamar a atenção da sociedade e das autoridades para os recorrentes casos de violência contra animais registrados em Juazeiro, Petrolina e cidades vizinhas.

O Portal Preto no Branco é parceiro dessa causa e reforça seu compromisso com a defesa dos direitos dos animais, ao dar visibilidade às denúncias, apoiar iniciativas de conscientização e contribuir para o fortalecimento do debate público sobre o combate aos maus-tratos.

Casos na região

Juazeiro, no norte da Bahia, e Petrolina, no sertão de Pernambuco, têm registrado diversos casos de maus-tratos contra animais, muitos deles denunciados por moradores e divulgados por protetores independentes e veículos de comunicação. As ocorrências incluem abandono, agressões físicas, falta de alimentação, ausência de cuidados veterinários e situações de confinamento inadequado.

Um morador do bairro José e Maria, em Petrolina, denunciou ao PNB, na última terça-feira (3), um suposto caso de maus-tratos contra um animal na Rua Beberibe. Segundo o relato, um cachorro da raça pitbull passa longos períodos sozinho em um imóvel que aparenta estar vazio.

“A casa aparenta estar vazia, ficando apenas o cachorro no local”, relatou o morador.

“Há muitas fezes no ambiente, não aparenta haver limpeza, a quantidade de água é muito pouca e não se sabe com que frequência colocam comida”, afirmou.

Em Juazeiro, uma moradora do bairro Nossa Senhora da Penha denunciou um caso de maus-tratos contra gatos de rua e animais domésticos, que estariam sendo violentados na Avenida Gaspar de Lemos.

“Um monstro teve a capacidade de arrancar e cortar no toco todas as unhas da minha gatinha. Ela fica no comércio que tenho e tem acesso à rua. Infelizmente, não consegui identificar quem foi capaz de tamanha atrocidade, pois, com certeza, esse ato de mutilação foi feito dentro da casa de alguém. Nós que moramos aqui e cuidamos de diversos animais de rua estamos estarrecidos e indignados com tamanha crueldade.”

Moradores do bairro Novo Encontro, em Juazeiro, também denunciaram um grave caso de maus-tratos ocorrido no dia 22 de janeiro. Segundo os relatos, uma mulher teria atropelado uma cachorra comunitária, recusando-se a prestar socorro e fugindo do local.

“Ela passou com o carro por cima da cachorrinha e não quis prestar socorro. Pedimos várias vezes para que levasse o animal ao veterinário, mas ela se negou”, relatou um morador.

Esses episódios têm gerado cobranças por respostas mais rápidas dos órgãos responsáveis, além do cumprimento da legislação que prevê sanções para crimes de maus-tratos a animais.

O caso do cão Orelha

O cão Orelha, um animal comunitário da Praia Brava, em Santa Catarina, ganhou repercussão nacional após vir à tona um caso de maus-tratos, gerando forte comoção nas redes sociais e entre protetores da causa animal. O animal foi encontrado em situação de sofrimento, apresentando sinais de violência, o que mobilizou ativistas e projetos de proteção animal em todo o país.

O episódio passou a simbolizar a realidade enfrentada por inúmeros animais vítimas de agressões, reforçando a necessidade de denúncias, responsabilização dos agressores e ações mais efetivas do poder público. A manifestação marcada para este domingo busca manter o caso visível e ampliar o debate sobre a proteção e o bem-estar animal no país.

 

Redação PNB

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