Usuários do transporte coletivo que utilizam a linha Residencial Dr. Humberto, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para relatar as situações que estão enfrentando diariamente. Segundo os relatos, os problemas vão desde a redução de horários até a má conservação dos veículos.
“Pedimos encarecidamente que os responsáveis olhem para o serviço de transporte coletivo prestado para os usuários da linha Dr. Humberto. Pegaram os piores ônibus e colocaram justamente nessa linha. Para toda essa distância, só tem um ônibus. O nosso sofrimento é muito grande”, desabafa uma usuária.
Os moradores afirmam que, mesmo com o crescimento do bairro e o surgimento de novas comunidades nas adjacências, como a Nova Juazeiro, a frota não foi ampliada. “O número de bairros atendidos pela linha só cresce e, mesmo assim, a mesma continua com um único ônibus. É um descanso tremendo com os moradores”, reclama outro usuário.
A retirada do horário das 17h30 também é alvo de críticas. “Para piorar a situação e aumentar nosso tempo de espera, a empresa tirou o ônibus que passava no Dr. Humberto às 17h30 e isso prejudicou muita gente. Tem vários professores que trabalham na escola do bairro e estão sofrendo muito para voltar para casa por causa disso”, relata uma usuária.
As condições dos veículos também são duramente criticadas. “Os ônibus são sujos, sem ar-condicionado e vivem superlotados. A gente vai espremido, no calor, é desumano. Ontem mesmo, o ônibus quebrou duas vezes. O motorista falou que era problema nos pneus. A gente fica no meio do caminho, sem saber o que fazer. É muito descaso”, afirmou um passageiro.
Outro problema apontado é o trajeto feito pelo veículo que opera a linha após as 19h. “Depois das sete da noite, o ônibus do Dr. Humberto passa por vários outros bairros como o Dom José Rodrigues, o Alto da Aliança, o Residencial Mairi e o Residencial São Francisco, sendo que todos esses ônibus já são atendidos por outra linha. A gente já chega em casa morto de cansado”, diz uma usuária.
Encaminhamos os relatos para a empresa Atlântico Transporte e para a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte responsável pela fiscalização do serviço.
Redação PNB



