A família de um idoso de 66 anos entrou em contato com o Portal Preto no Branco para criticar a longa espera por uma cirurgia ortopédica no Hospital Universitário de Petrolina, no sertão de Pernambuco. Conforme os relatos, o problema começou ainda em março do ano passado, quando o paciente precisou passar por um procedimento para colocação de um fixador externo na perna, conhecido como “gaiola”.
“Em março do ano passado, meu pai ficou um tempo internado no Hospital Universitário e colocaram essa gaiola na perna dele. Depois disso, ele foi liberado e orientado a retornar periodicamente para consultas, para o médico acompanhar a evolução do caso. Em novembro, o médico disse que não precisava mais folgar os pinos, que já estava tudo certo para fazer a cirurgia. Ele pediu para meu pai voltar em 45 dias, já para ser internado e passar pela cirurgia”, explica o filho do idoso.
No entanto, conforme as informações, o prazo indicado não foi cumprido. “Esses 45 dias já estão completando quase quatro meses. A cirurgia não foi feita e a situação do meu pai só piorou”, afirma o filho.
Nessa quinta-feira (19), diante do agravamento do quadro, a família decidiu retornar ao Hospital Universitário. O atendimento, porém, segundo o filho, começou com mais um obstáculo.
“Quando meu pai chegou ao HU, inicialmente não deixaram ele entrar. Ele teve que ficar aguardando na recepção, pois disseram que precisava falar primeiro com o diretor do hospital para ver se autorizava, já que o caso dele não era considerado urgência, pois ele está esperando cirurgia”, relata.
Após a liberação da direção, o idoso conseguiu entrar na unidade e foi atendido por um médico. “O médico passou remédio para infecção, porque um dos pinos estava muito infeccionado. Durante o atendimento a gente foi informado que tinham cerca de 500 pessoas na frente dele aguardando cirurgia, mas disseram que colocaram meu pai como prioridade por conta da idade””, conta o filho.
Mesmo com a classificação como prioritário, a família afirma que saiu do hospital sem respostas concretas. “Entregaram um papel para ele levar na Policlínica. Ele foi até lá, entregou o documento, mas não explicaram mais nada, não deram prazo, não disseram como seria o andamento. Ele comprou os remédios com o próprio dinheiro e voltou para casa”, relata.
Também em contato com o PNB, a nora do paciente reforçou que o quadro do idoso vem se agravando. “Ele está muito debilitado, sente muita dor, os pontos estão inflamados. A gente fica vendo ele sofrer sem saber quando essa cirurgia vai sair”, desabafa.
A nora resume o sentimento da família. “É um descaso. Ele é um idoso, sente dor todos os dias, está com infecção e vive nessa espera. A gente só quer que resolvam, que façam a cirurgia e deem dignidade a ele”, afirma.
Encaminhamos os relatos para a gestão do Hospital Universitário de Petrolina e aguardamos esclarecimentos.
Redação PNB



