Promotor de Juazeiro, Raimundo Moinhos, é designado para júri popular do caso Mãe Bernadete

0

O promotor de Juazeiro, Raimundo Moinhos, foi designado pela Procuradoria-Geral de Justiça da Bahia para atuar no júri popular do assassinato de Maria Bernadete Pacífico, conhecida como Mãe Bernadete, uma das mais importantes lideranças quilombolas da Bahia.
O julgamento será realizado na próxima terça-feira, dia 24, a partir das 8h, no Tribunal de Justiça da Bahia, em Salvador.

No banco dos réus estarão Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos. Arielson encontra-se preso preventivamente, enquanto Marílio está foragido. Ambos respondem por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de feminicídio e crimes correlatos.

Reconhecido como um dos promotores mais atuantes do estado, o promotor Raimundo Moinhos se destaca por sua expressiva atuação no Tribunal do Júri. Ele figura entre os promotores que mais realizaram julgamentos na Bahia por três anos consecutivos: 2022, 2023 e 2024.

Somente em 2024, foram 102 júris conduzidos pelo promotor. Já em 2025, ele somou 72 júris, números que reforçam sua experiência, dedicação e protagonismo na condução dos casos.

Natural de Salvador, Moinhos recebeu em novembro de 2022 o título de cidadão juazeirense. Ele atuou em Juazeiro entre os anos de 1998/2003, retornou ao MPBA na capital e, em 2016, voltou a servir a Juazeiro.

Profissional de extrema importância dentro do meio jurídico da Bahia, Moinhos conta com o reconhecimento da população pela sua atuação firme, ética e responsável na defesa dos interesses da sociedade. O promotor tem agido na instauração de inquéritos civis e ações civis públicas para elucidar supostos crimes e atuado, com destaque, em juris de crimes de grande repercussão no Vale do São Francisco.

Relembre o assassinato de Mãe Bernadete

Mãe Bernadete foi assassinada no dia 17 de agosto de 2023, dentro de sua própria casa, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A líder quilombola e Ialorixá foi morta com 25 tiros.

No momento do crime, ela estava acompanhada de dois netos adolescentes. Segundo as investigações, os criminosos retiraram os jovens da sala antes de executar Mãe Bernadete. Após o assassinato, os suspeitos levaram os celulares da vítima e dos netos.
Sem acesso aos aparelhos, um dos adolescentes, identificado como Wellington, conseguiu pedir socorro usando um computador que estava com um aplicativo de mensagens aberto, acionando moradores da comunidade. Os autores do crime teriam fugido do local em uma motocicleta.

O Portal Preto no Branco segue acompanhando o caso e trará atualizações sobre o julgamento, que representa um marco na luta por justiça, pela defesa dos povos quilombolas e pelo enfrentamento à violência contra lideranças tradicionais na Bahia.

Redação PNB

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome