Profissionais de enfermagem contratados pelo IGA denunciam atraso no piso, erros salarias e falta de insumos nas UBSs de Juazeiro 

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Um grupo de trabalhadores da enfermagem da Atenção Básica do município de Juazeiro, Norte da Bahia, procurou nossa reportagem para relatar o que consideram como “graves irregularidades na atual cogestão realizada pelo Instituto de Gestão Aplicada (IGA), que assumiu as UBSs no último dia 5 de janeiro.
“Até esta data, 22 de fevereiro de 2026, os profissionais ainda não receberam o complemento do piso salarial da enfermagem, referente ao repasse federal destinado ao cumprimento do piso nacional”, apontou o grupo que também denunciou: “O salário pago em 11 de fevereiro veio com desconto dos cinco primeiros dias de janeiro, mesmo considerando que: 1º de janeiro foi feriado nacional; dias 2, 3 e 4 não houve funcionamento regular das unidades e o dia 5 que foi destinado à apresentação e reunião geral dos contratados”.
Os profissionais classificam a medida como “injusta e desrespeitosa” e aponta ainda erros nos contracheques.
“Os dias foram descontados integralmente de todos os servidores da empresa, medida considerada injusta e desrespeitosa, já que muitos profissionais já tinham entregado suas documentações para contratação em dezembro, e estavam a disposição da empresa. Além disso, diversos profissionais relataram erros nos contracheques, com pagamentos extremamente abaixo do devido. Alguns receberam valores em torno de R$ 600 a R$ 700, evidenciando falhas graves no processamento salarial”.
O grupo ainda relata falta de insumos e de material de limpeza nas unidades, o que vem prejudicando o desempenho dos profissionais e o atendimento aos usuários.
“A situação se agrava com a falta de insumos básicos nas Unidades Básicas de Saúde. Em pleno mês de fevereiro, faltam materiais como seringas, luvas, ataduras e materiais essenciais para curativos e outros procedimentos. Há também escassez de insumos para higienização das UBSs, como desinfetante, saco de lixo, sabão em pó entre outros. O impacto já atinge diretamente a população: pacientes estão retornando para casa sem medicação por falta de seringa, sem realizar curativos por falta de material e outros procedimentos porque os insumos ainda não chegaram às unidades. Mesmo diante desse cenário de desorganização, erros salariais, atraso no piso e ausência de estrutura mínima, os profissionais seguem tentando manter o atendimento. Denunciamos aqui a desvalorização, falta de planejamento e ausência de respostas concretas, enquanto a população de Juazeiro sofre as consequências”, finalizou o grupo.
Estamos encaminhando as denúncias para a Secretaria de Saúde.
O que já disse a SESAU 

No dia 13 de fevereiro, após reclamações sobre o pagamento do Piso Nacional da Enfermagem aos profissionais ligados à empresa IGA, a Secretaria de Saúde de Juazeiro (Sesau) informou ao PNB que “o repasse do piso segue a metodologia adotada pelos demais prestadores de serviço. O Ministério da Saúde transfere os recursos ao Fundo Municipal de Saúde e, após o recebimento, a Secretaria realiza o repasse à categoria. A Sesau reforça que o pagamento do Piso não está vinculado à mesma data do salário, pois depende do envio do recurso federal”.

 

Redação PNB

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