Mães de crianças que dependem de atendimento Home Care e do fornecimento contínuo de insumos no município de Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para relatar atrasos recorrentes e a ausência de itens essenciais para a sobrevivência e a qualidade de vida dos filhos. Segundo os relatos, a distribuição dos insumos foi determinada por decisões judiciais que não estariam sendo cumpridas pela Secretaria de Saúde.
A situação se arrasta desde a gestão passada, marcada por recorrentes cobranças pela garantia do direito dos usuários, e segue, segundo as mães, na atual administração.
“Há mais de um ano a gente enfrenta sérios problemas para receber os insumos das nossas crianças. Fraldas, medicamentos e outros itens básicos simplesmente não chegam. Só conseguimos alguma coisa por meio de bloqueios judiciais”, relatou uma das mães.
De acordo com elas, a situação piorou nos últimos meses.
“Entrou um juiz novo na Vara da Infância e, desde então, os processos e os bloqueios judiciais estão demorando muito mais. Enquanto isso, nossos filhos ficam sem o que precisam para sobreviver”, desabafou outra responsável.
As mães afirmam que já existem crianças totalmente desassistidas.
“Tem criança sem medicação, sem fraldas e sem vários outros insumos essenciais. Isso é desumano. Estamos falando de crianças que dependem desses cuidados para viver”, disse uma das mães.
Outro ponto destacado é a falta de diálogo com o poder público.
“A gente tenta contato com o prefeito e com o Secretário de Saúde, mas nunca temos resposta. Desde que essa gestão entrou, não recebemos nada do município. É como se nossas crianças não existissem”, afirmou.
As mães finalizam destacando que a demanda necessita de uma solução urgente e cobram providências.
“Estamos pedindo socorro! Nossos filhos já têm decisões judiciais garantindo esse direito, mas mesmo assim nada acontece. Precisamos de uma solução urgente”, reforçou uma das mães.
Encaminhamos os relatos para a Secretaria de Saúde de Juazeiro em busca de esclarecimentos. Em nota, a SESAU informou que “os itens mencionados encontram-se, de fato, em falta no momento. As empresas, vencedoras dos processos licitatórios e responsáveis pelo fornecimento, não realizaram as entregas conforme previsto em contrato. A Sesau reitera que as medidas cabíveis já foram adotadas. As empresas foram devidamente notificadas, e a Secretaria aguarda a conclusão do processo administrativo para o destrato, seguindo os trâmites legais. A Secretaria reforça ainda que aguarda a emissão de novos contratos pelos setores competentes, a fim de restabelecer o abastecimento e evitar prejuízos à assistência prestada à população. A Sesau reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a continuidade dos serviços de saúde no município”.
Redação PNB


