SEC afirma realizar compra emergencial para alimentação de alunos do CODEFAS, em Juazeiro

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A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) se manifestou após pais e responsáveis por alunos do Colégio Democrático Estadual Professora Florentina Alves dos Santos (CODEFAS), em Juazeiro, na região Norte da Bahia, criticarem a falta de almoço na unidade escolar, mesmo com aulas em regime integral.

De acordo com a SEC, a direção CODEFAS realiza “compra emergencial de gêneros alimentícios até a conclusão do processo licitatório previsto para os próximos dias. A SEC reforça seu compromisso com a segurança alimentar e nutricional de todos os alunos da rede. Nas escolas de tempo integral, são servidas quatro refeições por dia, preparadas com itens fornecidos por produtores da agricultura familiar. Em janeiro, foi lançado o edital da 2ª Chamada Pública Centralizada do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), um investimento de R$ 50,2 milhões”.

Reclamação

Segundo os relatos, os estudantes estão sendo mantidos na escola durante todo o dia, mas sem a oferta de alimentação no horário do almoço.

“A escola iniciou as aulas no modo integral, mas não está tendo almoço. Isso é um absurdo, porque tem crianças que moram longe e não têm como ir para casa para almoçar”, desabafa uma mãe.

Ela conta que os alunos estão sendo liberados às 11h para se alimentar e devem retornar à tarde. “Meu filho não tem como vir para casa. Ele precisa voltar para assistir aula à tarde. Tem aluno que está ficando sem comer ou comendo na casa de vizinho ou colega, pedindo comida. Outros estudantes estão saindo da escola sem um responsável para comprar almoço. Quem vai se responsabilizar se acontecer alguma coisa? Eu não confio que meu filho saia sozinho para comprar marmita”, relata.

O problema tem gerado impacto direto na rotina das famílias. “Eu levo meu filho às sete da manhã, volto às onze horas para levar comida para ele e depois tenho que buscar às três e pouco da tarde. Hoje mesmo disseram que ia ter almoço e depois voltaram atrás. É uma desorganização tremenda”, critica.

Ainda de acordo com os pais, a situação também está pesando no bolso. “Está gerando uma despesa enorme. Nem toda criança pode sair da escola para ir para casa. A gente não confia. Meu filho mesmo não sabe pegar ônibus, não anda sozinho. É um absurdo uma criança menor sair da escola para se alimentar”, diz outra responsável.

A responsável afirma ainda que buscou explicações junto à gestão escolar. “A direção disse que o dinheiro está na conta, mas só pode comprar alimentação depois que sair o dinheiro oficial, e não tem data prevista. Como iniciaram o ensino integral sem ter alimentação para as crianças?”, questiona.

Uma das mães relata que sugeriu uma alternativa à coordenação. “Falei que, se não tem alimentação, liberem os alunos ao meio-dia. Mas disseram que quem não tiver comida pode ir para casa e justificar a falta, só que vai perder aula da tarde. Ou seja, quem não tem dinheiro vai ser prejudicado”, lamenta.

Os responsáveis cobram providências do Governo do Estado. “Se já sabiam a data de início das aulas, por que não organizaram isso antes? Uma escola integral sem almoço, eu nunca vi. Querem manter o ensino integral sem dar condições”, conclui a mãe.

Redação PNB

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