Nesta quinta-feira (26), Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, é o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teve quebras de sigilo bancário e fiscal aprovadas na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Lulinha foi citado com um dos possíveis beneficiários do esquema de desvios em uma das fases da Operação Sem Desconto. Ele é apontado como um suposto “sócio oculto” de Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”.
Embora tenha menções ao seu nome, o filho do presidente não foi, até o momento, alvo da operação da PF (Polícia Federal), que investiga o esquema.
Com as quebras, a comissão poderá ter acesso a extratos, movimentações financeiras, declarações de IR (Imposto de Renda) e contratos de Lulinha, o que dará a chance aos congressistas de verificarem entradas recorrentes compatíveis com a suposta “mesada” de R$ 300 mil.
No início deste mês, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relatou uma conversa que teve com o filho, assim que seu nome apareceu como possível beneficiário das fraudes em uma das fases da Operação Sem Desconto.
“Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei o meu filho aqui, e eu falo isso com todo mundo. Olhei no olho do meu filho e falei: ‘Olha, só você sabe a verdade, se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda’. Porque é assim que eu trato as coisas, com muita seriedade”, declarou em entrevista ao UOL.
O presidente foi enfático: “O processo não acabou, mas pode ficar certo que todos vão para a cadeia e que o patrimônio que eles construíram vai ser ressarcido para pagar os benefícios. Se tiver alguém meu envolvido nisso, vai pagar o mesmo preço, porque a lei é para todos”, completou Lula.
Lulinha
Nascido em São Bernardo do Campo, Lulinha é formado em Ciências Biológicas pela Unip (Universidade Paulista). Antes de atuar na iniciativa privada, trabalhou como monitor no Parque Zoológico de São Paulo.
No início dos anos 2000, passou a ser empresário no setor de tecnologia e entretenimento digital. Seu nome esteve vinculado à empresa Gamecorp, criada naquele ano.
Em 2022, a Justiça Federal de São Paulo arquivou a investigação na Operação Lava Jato contra Lulinha, que era acusado de receber vantagens indevidas. Ele era suspeito de receber repasses de mais de R$ 100 milhões do grupo Oi para as empresas Gamecorp.
Redação PNB, com informações CNN



