A Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 1,2 milhão em espécie durante o cumprimento de mandados da Operação Vassalos, deflagrada na quarta-feira. O montante foi localizado em um dos endereços ligados a Carlos Alberto Coelho Oliveira Neto, parente do ex-senador Fernando Bezerra Coelho.
De acordo com informações da investigação, o dinheiro estava guardado dentro de um cooler e em uma mala acondicionada em um veículo blindado. No mesmo local, os agentes recolheram três aparelhos celulares, além de joias e relógios.
Carlos Alberto é sobrinho do ex-senador e primo do deputado federal Fernando Coelho Filho e do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho. Ele também possui vínculo familiar com um dos sócios da Liga Engenharia, apontada como principal empresa sob investigação na operação.
Ao detalhar as conexões familiares e empresariais, a Polícia Federal afirma ter identificado “volumosas transações em espécie e com indícios de fracionamento”. Para os investigadores, há suspeita de que Carlos Alberto atuasse como intermediário financeiro do grupo político, na condição de possível “laranja” dos parlamentares.
Operação Vassalos
A Operação Vassalos apura supostos desvios de recursos da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba), abastecidos por emendas parlamentares. A investigação aponta para um possível direcionamento de licitações a uma empresa ligada ao grupo investigado, com posterior uso indevido dos valores.
Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, Distrito Federal, São Paulo, Goiás e Bahia. Além de Carlos Alberto, foram alvos o deputado Fernando Coelho Filho e o ex-senador Fernando Bezerra Coelho. Miguel Coelho também foi incluído na lista de investigados.
Segundo a Polícia Federal, são apurados crimes como frustração do caráter competitivo e fraude em licitação, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A corporação sustenta que a investigação aponta para a existência de uma estrutura formada por agentes públicos e privados com a finalidade de desviar recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.
A ofensiva foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
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