Após pais e responsáveis por alunos do anexo da Escola Estadual Professor Paulo José de Oliveira, localizado no distrito de Pinhões, zona rural de Juazeiro, na região Norte da Bahia, para criticar a intenção de colocar a unidade para funcionar de forma on-line, Secretaria da Educação do Estado da Bahia se manifestou.
Em nota, a SEC informou que “enquanto realiza estudos de viabilidade para a abertura de cursos profissionalizantes no anexo do Colégio Estadual de Tempo Integral Paulo José de Oliveira, no distrito do Pinhão, a cerca de 70 km da sede da unidade, vai ofertar à comunidade a modalidade EMITEC – Ensino Médio com Intermediação Tecnológica, conforme acordo com o Ministério Público. A modalidade, que conta com um mediador acompanhando as aulas com os estudantes, foi criada em 2011 com o objetivo de levar a educação para localidades remotas que sofrem com a carência de docentes e/ou escolas. Atualmente, o EMITEC é ofertado em 123 municípios, beneficiando 11.911 estudantes.”.
Reclamação
De acordo com os relatos, a proposta de aulas on-line tem causado revolta e preocupação entre as famílias, que exigem aulas presenciais todos os dias.
“O NTE 10 quer colocar a escola on-line e nós, pais, não queremos. Escola on-line os alunos não aprendem. O senhor Régis esteve aqui pessoalmente e falou que o anexo ficaria on-line. Foi dito na nossa frente. Não é boato, é verdade. Só porque é um distrito distante da cidade, querem tratar nossos filhos dessa forma. Isso é desrespeito”, afirmou um dos responsáveis.
Outro pai relatou a frustração após tentativas de diálogo. “Já houve reunião aqui em Pinhões, mas ninguém resolveu nada. Estão só enganando a gente. A gente fala, reclama, e nada muda”, desabafou.
A principal preocupação, segundo os responsáveis, é o prejuízo direto no aprendizado. “Estamos muito preocupados com o ensino dos nossos filhos. Muitos não têm internet boa, não têm computador. Como é que vão aprender assim?”, questionou uma mãe.
Os pais finalizaram cobrando uma posição do Governo do Estado da Bahia e exigem uma solução imediata. “Queremos aulas presenciais e todos os dias. Não estamos pedindo favor, estamos pedindo um direito básico. Nossos filhos merecem a mesma educação de quem estuda na sede do município”.
Redação PNB



