Usuários da Biblioteca Pública Municipal Aristóteles Pires de Carvalho, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para manifestar preocupação e indignação com a atual situação estrutural do equipamento público. Em relato enviado à redação, eles criticam o estado de precariedade do espaço.
“A população de Juazeiro, especialmente estudantes e concurseiros, vem por meio desta manifestar preocupação com a situação estrutural da Biblioteca Pública Municipal Aristóteles Pires de Carvalho. O espaço, que deveria ser referência de estudo, cultura e formação, encontra-se em estado de visível precariedade. Há cadeiras com assentos rasgados, mesas quebradas e antigas, aparelhos de ar-condicionado sem funcionamento há meses, ventiladores inoperantes, paredes deterioradas e sujas, forro apresentando risco com partes cedendo, porta danificada e bebedouro quebrado”, detalham.
Os usuários destacam que a ausência de climatização adequada é um dos principais transtornos enfrentados para quem precisa da biblioteca para estudar.
“Em uma cidade de clima predominantemente quente como Juazeiro, a ausência de climatização adequada torna o ambiente praticamente inviável para permanência prolongada, comprometendo diretamente o rendimento de estudantes que dependem do local para estudar. Em diversas ocasiões, usuários têm sido obrigados a se deslocar para bibliotecas de cidades vizinhas em busca de condições mínimas de estudo”, acrescentam.
Os frequentadores também relatam que reclamações já foram encaminhadas anteriormente à ouvidoria do município, mas que apenas o horário de funcionamento foi ajustado:
“Já foi enviado por outros estudantes reclamação para a ouvidoria, e somente atenderam a questão do horário que antes funcionava de seg- sexta, das 08h às 19h, e agora funciona até as 21h.”
Diante do cenário, os usuários finalizam cobrando providências imediatas do poder público.
“A biblioteca pública é um patrimônio educacional e cultural da cidade. Sua atual situação representa não apenas desconforto, mas desvalorização do direito ao acesso digno à educação e à cultura.bDiante disso, solicita-se providências urgentes para reestruturação do espaço, manutenção adequada e garantia de condições básicas de funcionamento, assegurando à população um ambiente seguro, limpo e adequado para estudo. A educação precisa ser tratada como prioridade concreta, não apenas como discurso”.
Encaminhamos os relatos para a Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte de Juazeiro em busca de esclarecimentos.
Redação PNB



