Prefeitura e SAAE se manifestam após denúncias de moradores sobre esgoto a céu aberto, mosquitos e viroses em Remanso

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Após moradores do município de Remanso, no norte da Bahia, denunciarem problemas com esgoto a céu aberto em diversos pontos da cidade, situação que, segundo relatos, tem provocado a proliferação de pragas e o aumento de casos de viroses, a gestão municipal e o Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE) se manifestaram.

Em nota enviada ao Portal Preto no Branco, a Prefeitura de Remanso informou que a rede de esgotamento sanitário da cidade é considerada insuficiente para atender à demanda atual mas que investimentos estão previstos para ampliar e reestruturar a rede de esgoto.

Confira a nota na íntegra:

“O município de Remanso passa desde o ano de 2021 por reparos e transformações estruturais. Um dos principais problemas encontrados é a rede de esgotamento sanitário da cidade que há anos não comporta o tamanho da sua demanda. O Diretor do SAAE, Humberto Santos, explica:
“O município de Remanso tem crescido exponencialmente em população nos últimos 20 anos e sua estrutura não tem acompanhado tal crescimento. Quanto ao esgotamento sanitário é fato, não apenas nesta gestão, mas em todas as gestões nestes 20 anos, que se encontra subdimensionado para a quantidade de ligações e para a demanda que se apresenta, porém isso não tem sido um grande problema no período de estiagem, que é a maior parte do ano. Devido ao alto volume das chuvas no município essa problemática se tornou mais evidente, pois além da demanda natural, altos volumes de águas pluviais oriundos de alagamentos e de residências que escoam
na rede, água de quintais e calhas, contribuíram para colapsar o sistema, frequentemente tem sido retirados do sistema altos volumes de areia, sacos plásticos e outros materiais. Com a diminuição das chuvas e o escoamento que já se deu, bem como todo o trabalho realizado, o esgotamento está voltando a normalidade e hoje, existem apenas dois pontos críticos aonde está ocorrendo transbordo, e dentro dos próximos dois dias, se não houver
mais chuvas em alto volume estarão normalizados”
O Diretor do SAAE também acrescentou que o SAAE, está adquirindo com recursos próprios, um caminhão de hidrojateamento combinado, com sistema de sucção a auto vácuo. O investimento, estimado em R$ 800.000,00, já está contrato, e foi publicado no diário oficial do SAAE, em 12/03/2026, com previsão de entrega na autarquia em 90 dias.
O município de Remanso já foi contemplado e receberá um grande volume de investimentos que serão destinados à reestruturação da rede de esgotamento sanitário do município. Dentro desse plano de reestruturação está
prevista a construção de uma nova estação de tratamento.
Além disso, as equipes de endemias, atentas ao crescimento da população de mosquitos em consequência dos pontos de alagamento, intensificaram o trabalho de prevenção e visitação para proteger as famílias e o número de casos de dengue e outras doenças transmitidas via mosquitos seguiu estável e dentro da média registrada em períodos de seca. A Prefeitura Municipal de Remanso seguirá trabalhando com análise e planejamento para uma convivência sem transtornos com o clima da nossa região. Água não deve jamais representar notícias ruins para o povo sertanejo e é isso que o poder público de Remanso tem trabalhado para garantir.”

As denúncias

“Passamos por dias intensos de chuva, mas já faz alguns dias que o sol voltou e o que resta é o descaso do poder público. A rede de esgoto da cidade ficou a céu aberto em vários pontos, do centro à periferia”, relatou.

Ela afirma que a situação tem afastado clientes de estabelecimentos comerciais e dificultado a circulação de pedestres e veículos.

“Tem comerciante que está sendo prejudicado porque nenhum cliente quer encostar nos estabelecimentos na praça. Pedestres e veículos estão andando literalmente sobre fezes”, disse.

A moradora também critica a falta de drenagem adequada na cidade e afirma que o SAAE ainda não teria tomado providências para resolver o problema. Segundo ela, em algumas residências o esgoto chegou a retornar para dentro dos imóveis.

“A cidade não tem drenagem e até agora não vimos nenhuma providência do SAAE. Em algumas casas o esgoto está voltando para dentro dos imóveis”, afirmou.

Além dos problemas sanitários, moradores também relatam aumento na presença de pragas urbanas em diversos bairros e a grande quantidade de mosquitos espalhados pela cidade.

“Agora, como se não bastasse, estamos vivendo um surto de pragas. Na Quadra 14 estão aparecendo escorpiões e lacraias. A cidade inteira foi invadida por mosquitos e já tem muita gente com viroses”, contou.

Segundo outro morador, até o momento não foram realizadas campanhas de orientação, prevenção ou combate às pragas e doenças por parte do poder público.

“Não vimos nenhuma campanha de orientação, prevenção ou limpeza. As pessoas estão adoecendo e ninguém aparece para orientar ou ajudar”, declarou.

Outra preocupação apontada pelos moradores é o risco de aumento de casos de dengue. A moradora afirma que a população teme um agravamento da situação, principalmente porque o município não possui hospital público.

“A cidade não tem hospital público e estamos com medo de um aumento nos casos de dengue. Precisamos de um carro fumacê e que a vigilância sanitária e os agentes de endemias nos socorram”, apelou.

Ela também destaca os riscos à saúde provocados pela convivência diária com o esgoto nas ruas.

“As pessoas estão convivendo com esgoto a céu aberto na cidade inteira, levando sujeira e doença para dentro de casa nos pneus dos carros e nos calçados. Parece que estamos vivendo no século XVII”, concluiu.

Redação PNB

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