Visitantes de pacientes internados no Hospital Regional de Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para criticar o que classificam como regras excessivas para a entrada de acompanhantes durante o horário de visita. Conforme os relatos, a situação tem gerado constrangimento para quem já está enfrentando um momento difícil com familiares internados.
“O Hospital Regional de Juazeiro está sendo totalmente arbitrário em relação aos visitantes. Estou com uma pessoa internada no hospital e, no momento da visita, estão exigindo que os acompanhantes só entrem se estiverem de calça, sapato fechado, máscara e sem celular. Por que essa exigência de só entrar de calça? A regra é clara: em qualquer repartição pública, desde que a roupa seja composta, a pessoa pode entrar no recinto. Não faz sentido barrar alguém por causa disso. Ontem mesmo, uma visitante que estava de camisa, sapato fechado e bermuda até o joelho foi barrada somente porque não estava de calça”, relatou.
Outra visitante, que também é profissional de saúde, criticou a exigência pelo uso de sapato fechado.
“Nós, profissionais de saúde, somos obrigados a utilizar sapato fechado dentro da instituição, mas os acompanhantes não são profissionais. Muitas vezes as pessoas vêm de cidades vizinhas e são barradas por estarem de sandálias. Qual lei proíbe o acompanhante de entrar de sandálias?”, questionou.
Também há reclamações em relação à obrigatoriedade do uso de máscara. Segundo os relatos, visitantes estariam sendo orientados a comprar o item para poder entrar no hospital.
“Máscara é obrigatória para profissionais de saúde, mas o hospital está exigindo que os acompanhantes comprem para poder entrar. Muita gente chega sem saber dessa regra”, disse.
Outro ponto que tem causado insatisfação entre familiares diz respeito às regras de visita na chamada sala vermelha.
“Na sala vermelha, só é liberado um acompanhante por paciente e ainda só tem uma visita por dia. Qual é a necessidade de restringir apenas uma visita? Se o paciente estiver em estado grave, só poderá receber uma pessoa? Se acontecer o pior e o paciente vier a óbito, os outros familiares só vão ver depois que estiver dentro de um caixão? A gente fica se perguntando se isso é um hospital ou um tipo de militarismo”, desabafou um acompanhante.
Encaminhamos as reclamações para a gestão do HRJ e aguardamos uma resposta.
Redação PNB



