A gestão do Hospital Regional de Juazeiro, no norte da Bahia, se manifestou após uma família denunciar suposta negligência no atendimento a uma idosa de 81 anos, internada no hospital em cuidados paliativos e que enfrenta um quadro clínico delicado.
Em nota encaminhada à redação do PNB, o Hospital Regional de Juazeiro informou que “a paciente idosa já se encontra devidamente acolhida em leito de enfermaria de clínica médica do setor de cuidados paliativos, recebendo toda a assistência necessária da equipe multiprofissional.
Em relação às alegações sobre falta de estrutura, como ausência de lençóis e medicamentos, a unidade ressalta que tais informações não correspondem à realidade. O hospital dispõe dos insumos e recursos necessários para garantir um atendimento digno, seguro e de qualidade a todos os pacientes.
O HRJ reitera seu compromisso com a transparência, a responsabilidade e, sobretudo, com a assistência humanizada, permanecendo à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.”
O caso
De acordo com familiares, a idosa está com uma grave infecção urinária, com presença de sangue, além de diversas comorbidades, como arritmia cardíaca, histórico de cinco Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs), cálculo renal, comprometimento dos rins, trombose e osteoporose.
Ainda conforme a denúncia, desde a última segunda-feira (13), quando deu entrada no HRJ, a idosa está na sala verde, aguardando uma vaga na enfermaria, sem assistência médica devida.
“Nesta quarta-feira, quando cheguei ao hospital, encontrei minha mãe com manchas roxas pelo corpo e sinais de agravamento do estado de saúde. Chamamos as enfermeiras, depois de muito tempo, foram lá olhar ela. Fizeram a aferição e a oxigenação estava em 79%, a frequência cardíaca em 45 batimentos por minuto. Desde ontem a noite que não vai um médico avaliar o quadro dela”, disse a filha.
Outro ponto levantado pela filha é a falta de estrutura na unidade: “Faltam lençóis, faltam vagas adequadas para pacientes em estado paliativo, e a paciente, uma idosa, ainda não foi transferida para um leito hospitalar apropriado”, relatou.
Redação PNB



