21 de abril: Feriado lembra a morte de Tiradentes, um dos líderes da Inconfidência Mineira

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O feriado nacional de 21 de abril lembra a morte do mineiro Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, em 1792. Ele foi um dos líderes da Inconfidência Mineira, que lutava contra o aumento de impostos e reivindicava o fim da pressão econômica de Portugal. Além de dentista (“tira dentes”), ele teve outras profissões, como minerador, comerciante e alferes.

Condenado à morte no dia 21 de abril de 1792, o dentista mineiro tornou-se símbolo da luta pela liberdade do Brasil e ganhou o título de Patrono da Nação Brasileira em 1965, na mesma data em que o feriado de Tiradentes foi oficializado pelo presidente Castelo Branco.

Joaquim Xavier foi enforcado no Rio de Janeiro por traição à coroa, quando tinha 45 anos. Esquartejado, teve as partes do corpo expostas em diferentes locais públicos de Vila Rica, atual, Ouro Preto. A República só foi proclamada no Brasil em 1889.

O movimento do qual Tiradentes fazia parte era anticolonialista e queria a instalação da República. Os mineiros planejavam o fim da dominação portuguesa sobre o Brasil.

Feriado
O dia 21 de abril é feriado em todo o país desde 1890, homenageando o herói nacional. O Decreto nº 155-B foi publicado em janeiro daquele ano. Ele foi declarado patrono cívico da nação brasileira no dia 9 de dezembro de 1965, com a Lei de nº 4.897, no governo de Castello Branco.
O texto diz que a homenagem a ele pretende destacar que a condenação de Tiradentes não deve manchar a memória dele, que é “reconhecida e proclamada oficialmente pelos seus concidadãos, como o mais alto título de glorificação do nosso maior compatriota de todos os tempos”.
Inconfidência Mineira

A Inconfidência Mineira foi uma das maiores revoltas organizadas contra a Coroa portuguesa durante o período colonial e envolveu parte da elite da capitania de Minas Gerais.

A Inconfidência Mineira (ou Conjuração Mineira) é como ficou conhecida a revolta de caráter separatista que estava sendo organizada na capitania das Minas Gerais no final do século XVIII. Essa revolta foi organizada pela elite socioeconômica de Minas Gerais e acabou sendo descoberta pela Coroa portuguesa antes de ser iniciada.

A conspiração foi motivada pela enorme insatisfação da elite mineira com a política fiscal da administração régia em relação à política fiscal sobre a mineração. A denúncia da conspiração levou a uma intervenção de Portugal, que prendeu e puniu os envolvidos, sendo que Tiradentes foi quem teve a punição mais rígida.

Essa revolta inspirou-se, principalmente, nos ideais iluministas a que a elite mineira tinha acesso nas universidades portuguesas, mas também inspirou-se no exemplo da Revolução Americana.

Essa revolta foi conspirada pela insatisfação da elite de Minas Gerais com a política fiscal da metrópole e com a nomeação do Visconde de Barbacena para comandar a capitania. A elite que participou da conspiração buscava garantir a independência de Minas Gerais, desvinculando-a de Portugal e transformando-a em uma república.

A revolta em si nem chegou a acontecer porque um dos conspiradores delatou o movimento em busca do perdão de suas dívidas. A administração régia agiu para prender os envolvidos, punindo-os cada um à sua maneira. O grande destaque das punições foi para Tiradentes, o único inconfidente que teve sua pena de morte executada.

A Inconfidência Mineira, contudo, apesar de fracassada, demonstrou que havia uma evidente insatisfação com a administração régia e que os ideais iluministas e republicanos, lentamente, penetravam no país.

Redação PNB

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