A Bahia registrou queda no número de pessoas trabalhando e aumento no total de desempregados entre o 4º trimestre de 2025 e o 1º trimestre de 2026. Mesmo assim, os dados continuam positivos quando comparados ao mesmo período do ano passado e representam recordes para um primeiro trimestre, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre janeiro e março de 2026, o estado tinha 6,451 milhões de pessoas ocupadas, uma queda de 2,7% em relação ao trimestre anterior, o que representa 177 mil trabalhadores a menos. Apesar da redução, o número ainda é 3,3% maior que o registrado no 1º trimestre de 2025, quando havia 6,244 milhões de pessoas trabalhando.
Com isso, a Bahia alcançou o maior número de trabalhadores para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 2012.
Já o número de desempregados chegou a 657 mil pessoas, um aumento de 13,9% em comparação com o último trimestre de 2025, o que representa 80 mil pessoas a mais sem trabalho. Mesmo assim, o total ainda é 15,4% menor que o registrado no 1º trimestre de 2025, indicando 119 mil desempregados a menos em um ano.
Segundo o IBGE, essa variação é comum no começo do ano. Isso acontece porque muitos trabalhadores temporários contratados para festas e férias são dispensados, enquanto outras pessoas voltam a procurar emprego após o fim do ano.
Desalento ainda é alto na Bahia
O número de pessoas desalentadas – aquelas que desistiram de procurar emprego, mas aceitariam trabalhar – também aumentou levemente. No 1º trimestre de 2026, 426 mil baianos estavam nessa situação, crescimento de 0,8% em relação ao trimestre anterior.
Apesar disso, o total é 20,4% menor que o registrado no mesmo período de 2025, representando 109 mil pessoas a menos nessa condição. Ainda assim, a Bahia continua liderando o ranking nacional de desalentados.
Salvador e região metropolitana têm piora no mercado de trabalho
Em Salvador, o número de trabalhadores também caiu. No primeiro trimestre de 2026, 1,220 milhão de pessoas estavam ocupadas, uma redução de 2,6% em relação ao trimestre anterior e 1,3% na comparação com o mesmo período de 2025.
Já o número de desempregados na capital chegou a 138 mil pessoas, crescimento de 23,2% em relação ao fim de 2025 e 9,5% em comparação com o ano passado.
Na Região Metropolitana de Salvador, 1,677 milhão de pessoas estavam trabalhando, uma queda de 2,8% em relação ao trimestre anterior e 2,7% frente ao 1º trimestre de 2025. O número de desempregados chegou a 211 mil, aumento de 16,6% em três meses.
Carteira assinada cresce e informalidade diminui
Entre os diferentes tipos de ocupação, apenas os trabalhadores com carteira assinada no setor privado cresceram. O número chegou a 1,797 milhão de pessoas, aumento de 1,7% (30 mil trabalhadores) e novo recorde da série histórica.
Por outro lado, houve queda principalmente entre:
– Trabalhadores por conta própria: menos 60 mil pessoas
– Empregados do setor público: menos 55 mil pessoas
Com isso, a informalidade diminuiu. No primeiro trimestre, 3,265 milhões de pessoas trabalhavam sem vínculo formal, uma queda de 3,9% em relação ao trimestre anterior. A taxa de informalidade ficou em 50,6%, abaixo dos 51,3% do fim de 2025 e dos 52,5% registrados no 1º trimestre do ano passado, sendo a menor para o período em 15 anos.



