Moradores da Avenida Raul Alves, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para apontar uma série de problemas que, segundo eles, vêm se agravando durante as obras da Travessia Urbana. Segundo relatos enviados, os transtornos já eram esperados, mas a situação teria saído do controle nas últimas semanas.
“Desde que começaram as obras da Travessia Urbana, a gente já sabia que teria transtornos. Mas, há dias, o caos está muito maior. Parece que falta alguém para reger essa sinfonia. Há mais ou menos um mês, antes da faixa de pedestres, iniciou um vazamento de água limpa, no asfalto. Antes era apenas um pequeno vazamento que pouco se dava para notar, mas atualmente já está em uma quantidade maior. Quando os caminhões passam, a água chega a jorrar para a calçada e molhar quem está passando. Mais a frente, seguindo sentido ao centro, a menos de 10 metros, tem outro vazamento de água limpa”, contou uma moradora.
Os moradores afirmam que o Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE) já foi acionado mais de uma vez, mas nenhuma providência efetiva teria sido tomada.
“A gente já notificou o SAAE desde o começo do vazamento e agora fizemos outra reclamação. A resposta é sempre para esperar 48 horas, mas ninguém garante que vão aparecer. Enquanto isso, os carros passam por cima e o buraco só aumenta”, criticou.
Além dos vazamentos, os residentes reclamam das crateras abertas ao longo da avenida, consequência do fluxo constante de veículos pesados.
“Basta olhar a extensão da Raul Alves para ver os buracos surgindo. Essa avenida é rota de ligação para várias regiões do país e o impacto do tráfego pesado está acabando com tudo”, afirmou outro morador.
A população também denuncia falta de sinalização e desorganização no trecho em obras.
“Não é só questão de placa. Falta organização mesmo. Quem planejou precisa olhar melhor para o espaço e pensar na segurança das pessoas”, disse uma residente.
O medo de acidentes também faz parte da rotina de quem precisa atravessar a avenida diariamente.
“Aqui, quando não está engarrafado, ninguém se sente seguro para atravessar nem na faixa de pedestres. Os motoristas não respeitam velocidade”, contou.
Outra reclamação envolve a coleta de lixo. Segundo os moradores, o caminhão da coleta deixou de atender algumas casas da avenida, obrigando a população a improvisar pontos para descarte dos resíduos.
“As pessoas estranham quando veem lixo na banca, mas é porque o caminhão não recolhe quando deixamos na porta. A gente não mora em esquina nem em praça. São casas da avenida mesmo. Eles vão precisar dar uma resposta urgente, porque do jeito que está não pode continuar”, reclamou uma moradora.
Encaminhamos os relatos dos moradores para a gestão municipal e aguardamos respostas.
Redação PNB



