A partir desta sexta-feira (15/05) até o fim de maio, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), administrado pela Rede HU Brasil, participa da campanha Maio Amarelo, com foco na conscientização para a redução de acidentes e mortes no trânsito.
Com o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, a programação prevê atividades como a visita de estudantes da Escola de Referência Dom Avelar Brandão Vilela ao HU-Univasf (15/05); a ação educativa “Quem sou eu no trânsito” (19/05); e, em 28/05, a motociata promovida pelo Comitê Regional de Prevenção de Acidentes de Moto (CRPAM), órgão colegiado vinculado à VIII Gerência Regional de Saúde do Estado de Pernambuco (GERES), do qual o hospital universitário faz parte, por meio da Unidade de Vigilância em Saúde (UVS/HU-Univasf).
O HU-Univasf integra uma das 18 Unidades Sentinela de Informação sobre Acidentes de Transporte Terrestre (Usiatt) do estado. Além disso, é a instituição hospitalar que mais atendeu pacientes vítimas desses agravos, superando todas as demais localizadas nos centros de referência da Macrorregião Metropolitana do Recife e da Macrorregião Agreste/Zona da Mata.
Aumento dos casos
Informações do Boletim de Morbimortalidade por Acidentes de Transporte Terrestre (ATT), divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, apontam que o HU-Univasf atendeu 10.415 vítimas de acidentes de trânsito em 2024 e 12.265 em 2025. O dado representa um aumento superior a 17% na comparação entre os dois anos, além de um crescimento de 50% desses casos ao longo dos últimos 10 anos.
Já entre janeiro e abril de 2026, foram atendidas 4.284 vítimas de acidentes de transporte terrestre no HU-Univasf. Os episódios envolvendo motocicletas representam 83% dos casos, totalizando 3.580 vítimas. O relatório também aponta fatores de risco como a falta do uso de capacete e cinto de segurança, ausência de habilitação, consumo de bebida alcoólica e condução de veículos acima da velocidade permitida. O levantamento destaca ainda que, majoritariamente, as vítimas desse tipo de acidente são homens em idade produtiva.
Daniely da Silva Figueiredo, chefe da Unidade de Vigilância em Saúde do HU-Univasf, reforça que este é um momento estratégico para estimular o debate e a responsabilidade coletiva.
“O número de mortes e feridos no trânsito é alarmante. A mortalidade por acidentes é um grave problema de saúde pública, e é importante lembrar que uma das principais causas desses episódios é o descumprimento das regras de trânsito”, alerta.
Ascom


