Em contato com o Portal Preto no Branco, um morador de Juazeiro, no norte da Bahia, reclamou do atendimento recebido durante uma perícia médica realizada no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do município. Segundo ele, o pedido relacionado ao auxílio por incapacidade temporária previdenciária para mobilidade reduzida foi negado, apesar dos diversos laudos e exames médicos apresentados.
“Sou PCD e tenho, inclusive, o símbolo PCD registrado no meu RG/CIN. Tenho gonartrose irreversível nos dois joelhos, além de sérios problemas no calcanhar e no tornozelo”, relatou.
O trabalhador contou que realiza tratamento ortopédico há cerca de dois anos e compareceu à perícia levando diversos documentos médicos comprovando a doença.
“Fui para a perícia munido de atestados médicos, receitas, RX dos joelhos, RX do pé e ultrassom. O médico sequer olhou os documentos”, afirmou.
Segundo ele, o atendimento durou pouco mais de quatro minutos e, durante a consulta, o perito questionou apenas se ele estava trabalhando.
“Ele perguntou se eu estava trabalhando e eu respondi que sim. Aí ele falou, de pronto, que a perícia era para quem não estava trabalhando e passava ali para não ficar sem receber. Meu joelho estava inchado, meu tornozelo inchado, eu com dores, levando o documentos de vários especialistas, e nada adiantou. Em quatro minutos ele disse que estou apto”, disse.
O trabalhador explicou que atua em funções que exigem esforço físico constante.
“Minha função requer subir em torres de telecomunicações, subir em poste, percorrer trecho em terreno irregular, subir escada e carregar peso. Há tempos não aguento realizar minhas funções de maneira devida por conta da minha condição de saúde”, contou.
Ele também afirmou possuir um rompimento de tendão, mas disse que o médico alegou não identificar problemas que justificassem o benefício.
“Estou com um rompimento no tendão e o médico disse que não viu nada errado e que estou apto para as funções”, relatou.
Indignado com o resultado da perícia, o morador afirmou que pretende recorrer judicialmente da decisão.
“Tenho todos os laudos, dois anos de tratamento documentado, e só o dele tem razão? Meu advogado vai acionar judicialmente e solicitar uma perícia independente”, concluiu.




