Após declarações de Luciano Huck sobre o Programa Bolsa Família, durante uma participação no 5º Fórum Esfera, realizado no Guarujá, em São Paulo, internautas resgataram episódios antigos envolvendo o apresentador e o uso de recursos públicos em benefício privado.
No evento, Huck afirmou que o programa social do Governo Federal não cria incentivos para que famílias deixem a situação de vulnerabilidade econômica e citou o município de Senhor do Bonfim, norte da Bahia, como exemplo. O apresentador disse ter ouvido do gestor municipal que cerca de 56% da economia local depende do Bolsa Família, e destacou que faltam estímulos para que as famílias deixem a dependência dos repasses governamentais ao longo das gerações.
A declaração de Huck desenterrou a compra de um jatinho particular, feita pelo apresentador, que foi financiado com crédito subsidiado do BNDES- Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Em 2013, ele utilizou um financiamento de R$ 17,7 milhões para adquirir uma aeronave da Embraer através do programa Finame, linha de crédito voltada ao incentivo da indústria nacional.
Conforme divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo, o contrato foi firmado por meio da empresa Brisair Serviços Técnicos e Aeronáuticos Ltda., da qual Luciano Huck e sua mulher, a apresentadora Angélica são sócios. O financiamento tinha prazo de 114 meses para quitação e juros subsidiados em torno de 3% ao ano.
Na época, Huck afirmou que a operação ocorreu dentro da legalidade e seguiu todas as regras previstas pelo programa. Em entrevistas posteriores, o apresentador também declarou que o financiamento foi totalmente quitado.
Outra situação que também voltou a repercutir foi a ação ambiental da qual Huck foi alvo, em 2010, referente à sua mansão, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro.
À época o Ministério Público Federal acusou Huck de ocupação irregular de espaço público, após a instalação de boias sem autorização ambiental em uma área marítima considerada de uso comum, o que dificultava o acesso à faixa costeira.
Diante disso, a Justiça determinou a retirada das boias e fixou indenização de R$ 40 mil por danos ambientais. Embora a assessoria de Huck tenha informado anos atrás que a situação já havia sido resolvida, documentos obtidos posteriormente mostraram que a quitação definitiva da multa só ocorreu em 2024 — cerca de 14 anos após o início do processo.
Redação PNB



