“Estamos vivendo um caos”: sem linha intermunicipal entre Sobradinho e Juazeiro, usuários relatam transtornos e em insegurança em transportes alternativos

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Usuários do transporte coletivo que precisam se deslocar diariamente entre os municípios de Sobradinho e Juazeiro, na região Norte da Bahia, estão enfrentando diversos transtornos devido à suspensão da linha intermunicipal. O serviço vinha sendo prestado pela empresa JL Transportes, constantemente alvo de diversas críticas relativas à precarização dos transportes.

Em relatos enviados ao Portal Preto no Branco, trabalhadores e estudantes de Sobradinho relataram que a suspensão da linha  tem afetado centenas de pessoas que dependem do transporte para trabalhar e estudar.

“Nós, moradores de Sobradinho, estamos vivenciando um caos devido à falta de ônibus da linha Sobradinho/Juazeiro. Somos trabalhadores e dependemos desse transporte. Atualmente, estamos apenas com vans que não são regularizadas e que não oferecem um transporte seguro. São cerca de 400 usuários atingidos por essa situação, entre eles trabalhadores, estudantes e outros. Precisamos  diariamente do serviço. Muitos dependem desse transporte para não perder o emprego e para conseguir estudar.”, afirmam.

Os usuários reclamam da forma como vêm sendo tratados por alguns condutores dos transportes alternativos.

“Mesmo pagando pela passagem, estamos diariamente ouvindo desaforos. Alguns motoristas das vans se acham no direito de humilhar a população. Somos tratados com ignorância e demais atitudes desrespeitosas por parte desses condutores. A gente só quer chegar ao trabalho e voltar para casa com dignidade”, desabafou.

Os usuários afirmam ainda que o problema da falta do transporte intermunicipal já foi levado ao conhecimento da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), e ao Ministério Público, mas a população segue sem respostas concretas.

“A Agerba e o Ministério Público já estão cientes da situação, mas até agora nada foi resolvido. Um motorista que trabalhava na antiga empresa JL Serviços chegou a dizer que o problema estava sendo resolvido e que a Atlântico tinha interesse na linha,  porém, nada foi oficializado. Enquanto isso, quem sofre somos nós”, declaram.

Estamos encaminhando os relatos para os órgãos responsáveis em busca de esclarecimentos.

 

Redação PNB 

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