Em entrevista ao PNB, Lucinha Mota fala sobre o livro “Beatriz: Caminhando por Justiça”, um registro da luta da família e da investigação do caso Beatriz

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A trajetória da família de Beatriz Angélica Mota em busca de justiça agora está registrada em livro. A obra “Beatriz: Caminhando por Justiça”, escrita pelo investigador norte-americano Fred Ponce, especialista em investigação de homicídios, apresenta os bastidores das investigações, análises sobre o inquérito e relatos da mobilização que, há mais de uma década, cobra o esclarecimento completo do assassinato da menina.

O lançamento da publicação foi celebrado em um encontro realizado na Chácara Professor Sandro, em Juazeiro, no norte da Bahia, reunindo familiares, amigos e apoiadores da causa.

O livro traz um relato sobre o trabalho investigativo desenvolvido em torno do assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, morta a facadas durante uma festa de formatura realizada no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, no sertão de Pernambuco, em dezembro de 2015.

A obra conta também com um prefácio escrito por Lucinha Mota, mãe de Beatriz, e destaca a luta incansável da família em busca da verdade e da justiça. O investigador Fred Ponce acompanhou de perto a luta da família de Beatriz por justiça e trabalhou ao lado dos pais da menina, Lucinha Mota e Sandro Romilton, contribuindo com análises e estudos relacionados ao crime.

Em entrevista ao Portal Preto no Branco, Lucinha explicou como surgiu a ideia de transformar essa trajetória em um livro.

“Logo após a caminhada, sentimos a necessidade de registrar e compartilhar as experiências que vivemos ao longo dessa jornada. Prontamente, ele se dispôs a realizar esse trabalho, contribuindo não apenas com a narrativa dos fatos, mas também com sua visão profissional sobre o inquérito”, disse.

Na obra, o autor também destaca o papel desempenhado pela mobilização popular ao longo dos anos e a perseverança da família na busca pelo esclarecimento completo do caso.

Segundo Lucinha, a publicação da obra representa mais do que um registro dos acontecimentos envolvendo o caso. O livro também funciona como uma forma de preservar a memória de Beatriz e manter viva a cobrança por justiça.

“Este livro representa vida. Mesmo que Beatriz não esteja fisicamente presente entre nós, a obra materializa sua memória para sempre. Sua presença continuará viva, e sua história seguirá inspirando e cobrando dos governos investimentos, compromisso com a justiça e respeito à memória de todas as vítimas”, afirmou.

Lucinha também relembrou os sentimentos despertados durante o processo de escrita do prefácio, marcado por lembranças da mobilização popular e também pela dor provocada pela demora na elucidação completa do crime.

“Escrever o prefácio foi um misto de emoções. Relatar fatos e sentimentos vividos ao lado de um grupo generoso, que dedicou seu tempo e sua solidariedade a essa causa, foi emocionante. Ao mesmo tempo, foi angustiante relembrar momentos de dor diante de tanta inércia por parte das instituições que deveriam garantir a ordem, a justiça e a proteção dos cidadãos. Foi difícil e ainda dói muito”, contou.

Para a mãe de Beatriz, a obra tem potencial para alcançar outras pessoas que passaram por experiências semelhantes e servir como incentivo para que famílias continuem lutando por respostas.

“Acredito que muitas pessoas se identificarão com a nossa história ou se recordarão de algum episódio semelhante. Certamente encontrarão neste livro reflexões, respostas e inspiração. Seu maior legado, porém, será impulsionar outras famílias que enfrentam essa mesma dor a seguirem em busca de justiça, custe o que custar e doa a quem doer”, disse a mãe da menina.

O livro pode ser adquirido através do site https://citgroup.com.br/beatriz/

Redação PNB

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