Após reclamação de uma usuária da Unidade Básica de Saúde da comunidade de Capim de Raiz, distrito do Junco/Salitre, zona rural de Juazeiro, sobre deficiências no atendimento aos moradores da localidade, a Secretaria Municipal de Saúde se manifestou em nota enviada à nossa redação.
Segundo a moradora, tem sido constante a falta de vagas para consultas médicas, odontológicas e também para exames laboratoriais, deixando a comunidade desassistida.
Confira nota do órgão
A Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro (Sesau) informa que a unidade de saúde mencionada mantém o cronograma e a organização dos atendimentos previamente estabelecidos, garantindo acolhimento diário à demanda espontânea e assistência à população da zona rural.
Os usuários que não necessitam de atendimento imediato são acolhidos e já saem da unidade com consulta agendada, conforme disponibilidade da agenda da equipe. Esse fluxo busca assegurar a continuidade do cuidado e o acesso organizado aos serviços de saúde.
A Sesau reitera ainda que a redução temporária de vagas para atendimento odontológico ocorre em razão do período de férias da profissional responsável, com retorno previsto para a segunda semana de julho.
A Secretaria reforça seu compromisso com a assistência à população e segue acompanhando o funcionamento dos serviços para garantir o melhor atendimento possível aos usuários.
Reclamação
“Há uma constante falta de vagas para consultas médicas. Os pacientes são orientados a comparecer repetidamente à unidade para verificar se surgiu alguma vaga, sem receber previsão ou agendamento adequado. Essa situação é ainda mais preocupante para idosos e pessoas com dificuldades de locomoção”, denunciou a usuária.
Ela citou como exemplo, a situação de seu pai, um idoso de 68 anos: “Como pode um idoso ter que se deslocar diariamente à UBS apenas para saber se existe vaga disponível? Se perguntamos aos agentes de saúde, dizem que não tem vaga. Afinal, para quem estão sendo destinados esses atendimentos”? questionou.
A usuária ainda relatou outras deficiências que a comunidade tem enfrentado.
“Outro dia procurei atendimento de urgência na UBS e fui orientada a procurar um hospital, sem receber o atendimento esperado na unidade, que seria da médica. Minha tia também necessita de retorno com ortopedista, mas constantemente recebe a informação de que não há vagas disponíveis para esse profissional. Na área odontológica, tenho uma guia para fazer um canal há meses, e fui informada pela dentista que não há vagas para tratamento de canal. Ela disse ainda que, talvez, esse ano não sairia, me impedindo o acesso ao tratamento necessário. Ao questionar um agente de saúde, que trabalha dando apoio na recepção, sobre exames laboratoriais, fui informada de que existem aproximadamente 100 guias na minha frente aguardando atendimento, demonstrando uma fila excessiva e preocupante. A repetição dessa justificativa gera dúvidas sobre para onde estão indo essas vagas, pois a comunidade está sem acompanhamento adequado”, finalizou a usuária.
Redação PNB



