Estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral Lomanto Júnior, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para relatar que estão sendo impedidos de entrar na unidade de ensino devido a uma exigência adotada pela gestão escolar. Conforme os relatos, os alunos não podem mais frequentar as aulas usando calça jeans preta, apesar de estarem com a farda da escola.
“Hoje, muitos alunos foram barrados no portão só por estarem usando calça preta. Simplesmente não deixaram entrar. Teve gente que veio no transporte escolar e não pôde entrar, tendo que ficar na frente da escola sem ter o que fazer e como voltar para casa. Cerca de 100 alunos foram barrados hoje. Um absurdo”, criticam.
Ainda segundo os relatos, a exigência para o uso exclusivo de calça jeans azul ou da calça oficial do colégio teria sido adotada nesta semana, sem qualquer aviso aos alunos e responsáveis.
“O problema é que ninguém avisou isso antes desta exigência. Não falaram nada em reunião, não comunicaram os alunos e muito menos os pais. Do nada, proibiram e pronto. Foi uma decisão sem aviso e sem consideração com a realidade dos alunos. O mínimo seria avisar antes e dar um tempo para todo mundo se adaptar”, afirmam os estudantes.
Os estudantes também afirmam que houve recolhimento das carteirinhas estudantis.
“Além disso, a escola recolheu as carteirinhas dos estudantes, que são pagas pelos próprios alunos e custam R$ 10 cada. Estamos sendo penalizados apenas pela cor de uma roupa”, relatam
Eles chamam a atenção ainda para a dificuldade financeira enfrentada por algumas famílias.
“Nem todo mundo tem condição de sair comprando uma calça jeans ou a calça da escola assim de última hora. Tem aluno que só tem a calça preta e agora é barrado por isso? Sem contar que continua sendo uma calça normal, não tem nada demais”, desabafam.
O Portal Preto no Branco entrou em contato com a direção do Colégio Estadual de Tempo Integral Lomanto Júnior e com a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) para solicitar esclarecimentos sobre o caso e aguarda uma resposta.
Redação PNB



