Um estudante da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), entrou em contato com a redação do PNB, para reclamar do suposto atraso no pagamento do auxílio alimentação emergencial concedido pela instituição após o fechamento dos Restaurantes Universitários (RUs). Segundo o relato, o valor referente ao mês de junho ainda não havia sido depositado até esta segunda-feira (15).
“O RU está fechado há vários meses e a universidade definiu pagar R$ 250 para ajudar na alimentação dos estudantes até a reabertura. Só que está um descaso imenso, hoje já é dia 15 e esse valor ainda não foi depositado. A gente usava o RU para tomar café, almoçar e jantar pagando R$ 1,50 por refeição. Agora ficamos sem uma data certa para receber o auxílio e sem informações sobre quando o pagamento será feito”, relatou.
Ainda segundo a estudante, a falta de previsibilidade nos depósitos tem causado insegurança entre os beneficiários.
“Tem mês que mandam no dia 15, em outro no dia 18, às vezes atrasam e não dizem nada. Tem muita gente desesperada porque depende desse dinheiro para se alimentar”, afirmou.
Encaminhamos o caso para a Univasf e aguardamos uma resposta.
Fechamento dos restaurantes
Os Restaurantes Universitários da Univasf foram fechados no dia 10 de março após o encerramento do contrato com a empresa BR ALL Alimentação e Serviços Ltda., responsável pela prestação do serviço de alimentação nas unidades da instituição.
Na época, a universidade informou que, para reduzir os impactos da suspensão do serviço, especialmente entre estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, seria concedido um auxílio alimentação emergencial no valor de R$ 250 mensais até a reabertura dos restaurantes.
A Univasf informou que vinha adotando medidas para garantir a continuidade do serviço até a conclusão de um processo licitatório em andamento para contratação de uma nova empresa responsável pela operação dos RUs. No entanto, segundo a instituição, a renovação do contrato não foi possível devido a uma série de problemas registrados nos últimos meses no funcionamento dos restaurantes. Entre as situações apontadas estão interrupções no fornecimento de refeições em algumas unidades por questões operacionais e atrasos recorrentes nos horários de abertura.
Segundo a instituição, outro fator que contribuiu para a decisão foi a não regularização de pendências documentais da empresa junto aos órgãos de controle do Governo Federal, o que impediu legalmente a prorrogação do contrato.
Redação PNB



