Familiares de Luciana Silva dos Santos, de 45 anos, entraram em contato com a redação do PNB para relatar a demora no início do tratamento no Hospital Regional de Juazeiro, no norte da Bahia, após a paciente ser diagnosticada com câncer de ovário. Segundo eles, a situação tem causado preocupação, já que o quadro de saúde dela tem se agravado.
De acordo com os familiares, os primeiros sintomas surgiram quando a paciente percebeu um aumento significativo do volume abdominal. Eles afirmam que, durante cerca de duas semanas, buscaram atendimento em unidades de saúde, mas receberam orientações divergentes.
“Ela começou apresentando um crescimento na barriga. A gente ia para o Regional, e eles mandavam ir para o postinho, dizendo que era gases, e que podia ser resolvido no posto, mas chegando no posto eles mandavam ir para o Regional e ficamos nessa por alguns dias, enquanto isso a barriga dela só aumentava”, disse a familiar.
Preocupada com a situação, a família decidiu realizar uma ultrassonografia em Petrolina. O exame, segundo os familiares, apontou um grande acúmulo de líquido na região
“A gente conseguiu fazer uma ultrassom em uma clínica particular, em Petrolina. A ultrassom acusou excesso de líquido. A médica ficou até assustada com tanto líquido que tinha retido. Então levamos ela novamente para o Regional e o médico disse que tinha que levar para o postinho, pois o líquido poderia ser retirado lá. Eles viram a ultrassonografia, viram que tinha bastante líquido, mesmo assim não queriam atender ela. Depois de tanto brigarmos, conseguimos internar a Luciana”, relatou.
Segundo a família, durante a internação, diversos exames foram realizados e apontaram a presença de um câncer de ovário.
“Depois do internamento, começaram a fazer vários exames e foi só descobrindo mais problemas. O câncer já está no início de metástase, já está indo para a parede do intestino”, relatou.
Os familiares relataram que a paciente permaneceu internada por mais de 30 dias e recebeu alta médica em 24 de abril. Durante esse período, Luciana passou mais de 20 dias no corredor da unidade por falta de leitos.
“A maior parte do tempo ela ficou no corredor, sem conforto. Só conseguiu ir para um quarto quando precisou fazer exames mais delicados”, afirmaram.
Segundo eles, apesar da gravidade do quadro, a paciente ainda não começou o tratamento específico contra a doença.
“Nossa preocupação é que ela está debilitada, perdendo peso e não consegue se alimentar direito, está piorando. A doença já apresenta sinais de metástase e nós entendemos que ela precisa iniciar o tratamento o quanto antes”, disseram.
Encaminhamos o caso para o Hospital Regional de Juazeiro. De acordo com informações da Ascom, a família da paciente fez o agendamento por meio do ambulatório de especialidades, quando deveria ter feito diretamente pela Unacon.
“A marcação deve ser feita da Unacon”.
Redação PNB



